AAVT preocupada com “indisponibilidade de voos domésticos” a partir de 16 de Maio

27/04/2021 20:51 - Modificado em 27/04/2021 20:51

A Associação das Agências de Viagens e Turismo (AAVT) de Cabo Verde está preocupada com a “indisponibilidade de voos domésticos” a partir de 16 de maio, apontando que se trata de uma situação “grave” porque coloca em causa a estabilidade de planeamento das Agências de Viagens nacionais assim como dos operadores internacionais.

Em nota enviada às redações, o presidente da AAVT, Mário Sanches, garante que trata-se de uma “situação grave” e que coloca em causa, não só a estabilidade e capacidade de planeamento das agências de viagens e turismo nacionais, como o planeamento dos operadores internacionais, sobretudo, no que tange aos passageiros emigrantes e turistas que queiram visitar diferentes pontos do país e que, por causa dessa indefinição na programação dos voos inter-ilhas, certamente, ver-se-ão na inevitabilidade de adiar as suas viagens a Cabo Verde.

Segundo este responsável, todos estes problemas surgem numa altura em que o país precisa de voos e de passageiros a circularem para e pelas ilhas “como de pão para a boca, aliás, literalmente”.

“Este é mais um episódio que vem acrescentar às desconfianças da longevidade e sustentabilidade do atual projeto de ligações inter-ilhas e que é mais um soco no estômago dos setores das viagens e turismo e ao projeto de consolidação do turismo interno no qual o próprio Governo, a AAVT e outros parceiros têm estado a trabalhar” assegura.

Mário Sanches aponta que “esgotadas as vias diretas com os principais atores neste processo”, lança um “último apelo público”, ao executivo que “aproveite o renovado voto de confiança dos cabo-verdianos para encontrar uma solução constante e definitiva, capaz de renovar as esperanças e as certezas de todos quantos dependem destes setores fulcrais para qualquer projeto de desenvolvimento global destas nossas amadas Ilhas”.

O presidente da AAVT recorda que esta situação já tinha sido vivida em março, onda as agências de viagens e todo Cabo Verde viram-se “confrontados com a iminência de não haver voos em abril, sem que fossem claramente explicadas as razões por detrás de tal facto”, com o governo na altura a intervir para evitar o que seria uma “tragédia para estas ilhas arquipelágicas” e que agora, mais uma vez, são “confrontados, com nova possibilidade de suspensão de voos inter-ilhas, a partir de 16 de maio”.

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