Assalto à Caixa Económica: Defesa acusa Ministério Público de procurar uma “condenação forçada”

26/04/2021 18:09 - Modificado em 26/04/2021 18:09

Nas alegações finais, proferidas no final da tarde desta segunda-feira, no julgamento de Aristides Gaspar, acusado de assaltar a agência da Caixa Económica na localidade de Fonte Cónego, em São Vicente e de lá ter levado mais de um milhão de escudos, a defesa alega que “apesar dos esforços do Ministério Público (MP), ficou provado que existe um vazio de provas que sustentem as acusações contra o arguido”.

João do Rosário sustentou que durante a audiência de julgamento, não se conseguiu provar nada. “Com base nas provas produzidas neste tribunal, como as imagens e testemunhos ouvidos, deixam claros, sem sombra de dúvidas que Aristides Gaspar, não é o autor do crime, que lesou a instituição em mais de um milhão de escudos”.

Por isso, pede ao tribunal, que restitua a liberdade ao seu constituinte, alegando que está em preventiva “injustamente”, já que nunca houve factos concretos que justificassem esta prisão, ou seja, defendeu que Gaspar não é confrontado com nenhuma prova que permita, com grau de segurança exigida, concluir que praticou o crime e que as hipóteses de ser condenado é maior que a absolvição.

Para o defensor de Aristides Gaspar, ao Ministério Público, tendo em conta as provas produzidas, ou melhor a falta deles, faltou-lhe “coragem em admitir a falta de provas” e que em vez de insistir em mostrar um “quase vazio de provas contra o seu constituinte” e ao avaliar os fundamentos, deveria sim, pedir a absolvição do réu.

Uma posição que o MP refuta, alegando que existem indícios que mostram que Gaspar é o autor do assalto.

A defesa ajuntou também, que as imagens mostram o arguido dentro do local, mas em momento algum deixam transparecer que estava a tomar apontamentos do funcionamento do espaço e que as chamadas que o MP quis “fazer crer que estão relacionados com o assalto”, não possuem conteúdo, que prove esta afirmação.

Para a João do Rosário, o simples facto de uma das testemunhas, a que, alegadamente viu de frente o assaltante, ter referenciado a existência de pingos negros e outras coisas na cara do assaltante, era mais que suficiente para descartar a acusação, já que o seu “cliente não possui nada disso”, justifica.

E vai mais longe, ao afirmar que a Policia Judiciária, nunca conjeturou outras linhas de investigação e que desde do primeiro momento, apontaram “Tito Gaspar ou Dr. Aristides”, como suspeito descartando qualquer outra hipótese. “Esta é uma prisão sem consistência e bastante forçada”, alega.

O julgamento esteve a cargo de um tribunal coletivo, composto por três juízas.

A leitura do acórdão de sentença está marcada para a manhã do dia 28 de maio.

Elvis Carvalho

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