UE disponível em apoiar sinistrados das chuvas torrenciais em Angola

23/04/2021 16:54 - Modificado em 23/04/2021 16:54

A embaixadora da União Europeia (UE) em Angola disse hoje que o Governo angolano “não solicitou” qualquer verba extraordinária para acudir às vítimas das últimas chuvas torrenciais, em Luanda, manifestando-se “disponível” para um diálogo sobre o assunto.

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“Ainda não recebemos um pedido neste sentido, mas pode ter a certeza que todos os programas que apoiamos já em Angola são para efetivamente também apoiar Angola nos momentos muito difíceis”, afirmou Jeannette Seppen, quando questionada pela Lusa.

Em declarações no final da cerimónia de apresentação do programa sobre o “Reforço das Sinergias entre a Proteção Social e a Gestão das Finanças Públicas”, a diplomata disse que UE está disponível para apoiar Angola “em todas as circunstâncias”.

Segundo Jeannette Seppen, a União Europeia tem um diálogo “muito ativo” com o Governo angolano e com a sociedade civil: “Então, estamos aqui, juntos e juntas, para ver qual será a melhor maneira de dar o apoio que nos será pedido”.

Pelo menos 24 pessoas morreram, em Luanda, vítimas das chuvas torrenciais de segunda-feira que provocaram também o desabamento de 60 residências, mais de duas mil casas inundadas e afetando mais de 2.300 famílias, muitos das quais ficaram ao relento.

As chuvas deixaram ainda vários bairros e ruas alagadas, pontes e outras infraestruturas públicas e privadas danificadas.

Contrariamente às consequências das chuvas, Jeannette Seppen exemplificou que a UE “tem um grande projeto” de apoio às zonas mais afetadas pela seca no sul de Angola, onde deverão ser “construídas estruturas de longo prazo visando acautelar o desafio dos choques imediatos”.

“Para ter uma proteção para o futuro e não de ter de passar de um momento para o outro, é mesmo a capacidade institucional para responder às crises que sejam da natureza ou de outro tipo”, assegurou.

A União Europeia disponibilizou 1,8 milhões de euros para financiar, por um período de três anos, o programa de melhoria de sinergias entre a proteção social e a gestão das finanças públicas, apresentado em Luanda pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

O programa, que será implementado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), prevê fortalecer a capacidade das instituições públicas para aumentar o orçamento e melhorar a prestação de serviços de proteção social em Angola.

Lusa

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