Jovem futebolista vê visto negado. Agente desportivo fala em “injustiça”

22/04/2021 22:50 - Modificado em 22/04/2021 23:36

O Centro Comum de Vistos negou, o visto ao jogador de futebol Rodrigo Fonseca, avançado que representa neste momento o Santo Crucifixo de Santo Antão Norte. O seu pedido foi feito pelo seu empresário Pedro Silva da Kool4you, mas recebeu recusa do Centro Comum de Vistos, o que gerou grande descontentamento deste agente que fala em “injustiça”.

De acordo com informações avançadas ao Notícias do Norte por Pedro Silva, que é também o representante de Papalele, sempre houve dificuldades em levar os seus jogadores para fora de Cabo Verde, não entendendo o que está por detrás das sucessivas respostas negativas desta entidade.

“Sinto que é uma injustiça, muito mais quando tudo que pedem nós enviamos e o jogador cumpre os requisitos todos para colocarem o visto. Eu penso que deveria haver no país um visto especial, para pessoas, não só jogadores, que têm realmente e comprovem uma oportunidade fora do país para melhorar a sua vida, quer na vida profissional como financeira” refere.

Nesta senda, realça que muitos jovens estão a “perder oportunidades meramente por formalismos a mais”, sustentando que esta questão, futuramente, poderá ter consequências na seleção nacional de futebol de Cabo Verde, que precisa de remodelação devido a média de idades.

“Se não se começa a ter miúdos como Papalele a sair cada vez mais cedo, corre-se o risco de nos próximos anos não ter onde se alimentar de talentos com experiência noutros campeonatos, e assim usufruir de bons resultados. Porque se virmos bem a seleção ‘alimenta-se’ de talentos que estão a jogar fora do país” frisa o empresário.

“No caso do Rodrigo já temos clube para ele prestar provas durante duas semanas. Pelas características dele, penso ser uma mais-valia e poderá assinar um contrato de 3 anos” sustenta Pedro Silva.

Para este empresário, quando se complica os vistos, a sua empresa começa a “ponderar seriamente” antes de começar a analisar os miúdos. “Vamos juntos das entidades competentes tentar perceber primeiro o porque da recusa e após isso tentar entender o que poderemos fazer, para que ele tenha o visto antes da nova pré-epoca”.

O NN também falou com Rodrigo Fonseca, jogador natural de Sinagoga, que também fala em sentimento de “tristeza e injustiça” e diz não entender a diferenciação de tratamento que tiveram outros atletas.

No entanto, assegura que essa situação não tira o seu foco, pelo que continuará “firme” atrás dos seus objetivos e “tenho fé que tudo vai dar certo num futuro próximo”.

“Mas claro que isso afeta um jovem jogador no seu progresso, porque quanto mais cedo viajar melhor. Um jovem jogador que sonha chegar ao futebol profissional e ver seu caminho ser fechado vai sentir-se desapontado e frustrado claramente” garante.

“Na minha opinião o Governo tem de encontrar alguma solução para estas situações, porque isso desmotiva um qualquer jovem que têm o sonho de ser profissional e futuramente representar a Seleção Nacional”.

Mas diz-se esperançoso de que vai conseguiu o visto, porque “não vou desistir”. O “caminho é para a frente e não deixo que qualquer adversidade na minha vida me faça desanimar”.

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