FaED/Uni-CV distribui a associações de São Vicente máscaras com viseiras confecionadas por alunos da universidade

22/04/2021 21:55 - Modificado em 22/04/2021 21:55

Uma ideia que surgiu no ano passado, quando ainda pouco se falava da necessidade do uso das máscaras. A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) apoiou esta ideia que acabou por ser financiada pelo Fundo das Nações Unidas para a População.

Segundo a docente Diara Rocha, a conceção das máscaras foi feita em São Vicente por três formandas da área de Educação Artística e uma associação de mulheres com deficiência física na cidade da Praia.

No âmbito deste projeto, foram contempladas seis mulheres com deficiência, na ilha de Santiago, mais concretamente da Associação de Promoção e Inclusão de Meninas e Mulheres com Deficiência (APIMUD), sendo que na Praia o encerramento deste projeto aconteceu em dezembro de 2020.

“A costura das máscaras por alunas da educação artística da Uni-CV em São Vicente, bem como mulheres com alguma vulnerabilidade social, disponibilizando informação e sensibilização para a proteção e prevenção da Covid-19, com ações de formação para a produção de máscaras” fruto deste projeto da universidade, através do Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF) e a Faculdade de Educação e Desporto (FaED), com “a produção de 502 máscaras e 250 com visor e molas, as restantes ficaram por fazer por falta de financiamento”, explica esta docente que diz que depois as máscaras vão ver entregues a três associações da ilha. A Casa da Sopa, uma associação em Vila Nova e Aldeia SOS e os restantes vão ser distribuídos à comunidade educativa da Uni CV”

Durante a apresentação das máscaras, Diara Rocha assegurou que se trata de um projeto enquadrado no Plano de Trabalho Anual do CIGEF, tendo como proponentes e coordenadoras docentes da FaED.

Pretendeu-se, deste modo, realçou Diara Rocha, dar um contributo científico a Cabo Verde no combate à Covid-19, com diretrizes que permitem uniformizar critérios de produção de máscaras caseiras, de acordo com as indicações creditadas por organizações internacionais, evitando uma falsa ideia de proteção, em que a população pode ser levada a fazer as suas máscaras caseiras mediante critérios aleatórios.

Assim, este projeto quis conjugar os esforços dinamizando algumas atividades de formação para a produção e higienização de máscaras caseiras com proteção ocular, segundo um modelo de referência CDC, com adaptações e regulamentação nacional (ERIS).

Este projeto está enquadrado como atividade de extensão universitária, pelo que se enfatizou a componente formativa de desenvolvimento de competências, permitindo que a produção das máscaras seja feita segundo critérios e conhecimentos científicos, à luz das orientações emanadas pelas autoridades nacionais e internacionais de saúde.

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