Itália. Faltou ao trabalho durante 15 anos, sem nunca deixar de ser pago

21/04/2021 23:10 - Modificado em 21/04/2021 23:10
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Homem, agora sob investigação, recebia a quantia de 538 euros por mês, apesar de não aparecer no local de trabalho desde 2005.

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Um funcionário público é descrito pela imprensa italiana como “o rei dos gazeteiros” e não, não tem nada a ver com o clássico filme de John Hughes. Acredita-se que o homem, agora com 67 anos de idade, quebrou o recorde do país em faltas consecutivas ao trabalho: 15 anos.

O homem, que trabalhava no hospital Pugliese Ciaccio, na cidade calabresa de Catanzaro, recebia a quantia de 538 euros por mês, apesar de não aparecer no local de trabalho desde 2005.

Agora, enfrenta acusações de abuso de funções, falsificação e extorsão agravada, segundo adianta o La Stampa.

Há mais seis responsáveis da instituição de saúde sob investigação, por se suspeitar de encobrimento do alegado absentismo, um problema comum no setor público italiano.

A investigação das autoridades italianas, denominada ‘Part Time’, está a reunir elementos probatórios que vão da assiduidade aos registos salariais, incluindo também testemunhos de colegas. Suspeita-se que em 2005, o homem tenha feito ameaças ao diretor do hospital para que parasse de lhe aplicar medidas disciplinares por causa das faltas.

O diretor acabou por se reformar e as faltas do suspeito continuaram, porque o diretor que se sucedeu nunca verificou a sua assiduidade, assim como o departamento de recursos humanos, segundo explicou a polícia.

Há cinco anos que o governo italiano está a endurecer medidas contra o absentismo laboral, depois de uma série de investigações polémicas ao setor público.

Em Notícias ao Minuto

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