PAICV e UCID apelam ao Presidente da República que espera pela publicação dos resultados eleitorais antes de indigitar novo primeiro-ministro

21/04/2021 16:28 - Modificado em 21/04/2021 16:29

Dois dos três partidos com assento parlamentar, PAICV e UCID, apelaram hoje ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que espere pela publicação dos resultados definitivos do pleito eleitoral para indigitar o primeiro-ministro.

Jorge Carlos Fonseca, ouviu hoje os três partidos com assento parlamentar, isto após, a vitória do MpD nas eleições legislativas de domingo passado, por forma a indigitar o novo primeiro-ministro.

Para o vice-presidente do PAICV, Rui Semedo, é “normal e natural” que o Presidente da República chame os partidos para os ouvir sobre o processo da indicação de quem deverá governar o país.

No entanto, avançou que as suas dúvidas não põem em causa as diligências do Presidente da República, embora continue a pensar que fazia “mais sentido” esta auscultação após a publicação dos dados definitivos, que passam a valer para todos.

“À luz da nossa Constituição, quem deverá governar o país é o partido mais votado e que tenha o maior número de deputados e, neste caso, à luz dos resultados, a questão está a ficar cada mais clara [ou seja, para o Movimento para a Democracia (MpD) que ganhou as eleições]”, sublinhou, ressaltando que o PAICV tem “algumas reservas” que a auscultação dos partidos políticos deveria acontecer após a publicação definitiva dos resultados eleitorais.

Questionado a pronunciar-se sobre a urgência de se formar o novo Governo, tendo em conta a situação em que se encontra o país, o dirigente do PAICV afiançou que a urgência é que o “Governo aja e tome as medidas necessárias para enfrentar esta pandemia e proteger os cidadãos, o emprego e as empresas”.

Por sua vez, o presidente da UCID, António Monteiro, também pediu ao PR para aguardar até a publicação do mapa geral das eleições para indigitar o novo primeiro-ministro. É que segundo Monteiro, há “rumores que precisam ser clarificados” sobre a contagem dos votos nas ilhas de Santo Antão e do Sal.

Também frisou que o apuramento geral dos resultados das eleições legislativas ainda não está concluído em todas as ilhas.

Apontou dúvidas sobre o pleito eleitoral nas ilhas de Santo Antão e Sal, por isso, António Monteiro disse ter manifestado ao Presidente da República a necessidade de fazer “um compasso de espera” e “só depois de eliminar qualquer tipo de rumor” tomar as decisões para formação do governo.

No entanto, o líder da UCID disse que por enquanto está a analisar os dados e não vai apresentar qualquer recurso a contestá-los. Mas, com a publicação do mapa geral das eleições pela Comissão Nacional das Eleições (CNE) poderá fazê-lo, se houver factos que justifiquem, assinalou.

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