Mulher Inspira Mulher repudia declarações contra candidatas nas eleições legislativas

20/04/2021 22:25 - Modificado em 20/04/2021 22:25

O movimento social Mulher Inspira Mulher (MIM), na sequência do vídeo e cartazes que circulam “com ataque claro a uma candidata, utilizando ideias e chavões sexistas e machistas e ainda obtendo salvas por parte dos presentes”, aponta o seu total repúdio para com esta situação.

Em nota enviada às redações, assinada pela presidente do movimento Social, Lúcia Brito, considera que estamos perante uma sociedade que precisa ser educada e trabalhada em todos os sentidos e a todos os níveis.

“O ato merece demarcação política e repúdio público por respeito às mulheres cabo-verdianas e à luta que tem sido feita para a igualdade e equidade de género no país e, particularmente para a participação das mulheres na política”, pode-se ler na nota.

A mesma fonte refere ainda que após acompanhar as declarações de diferentes candidatas em diferentes círculos eleitorais e “vê-se que as dificuldades que encontram no terreno são enormes”, colocando a nu muitos aspetos da nossa matriz social “extremamente machista quanto à participação da mulher na vida política e pública”.

Assim, sustenta que durante esta campanha para as eleições de 18 de Abril, domingo passado, assistiu-se a um mar de divulgação de “vídeos, mêmes, cartazes, posts anónimos de devassa da vida pessoal, nudez e mensagens extremamente sexistas em que, vê-se tanto a obstrução à participação de figuras femininas na política quanto também a ridicularização da figura masculina comparando-a de forma depreciativa com a feminina tendo por base apenas o género”.

Neste sentido, o movimento social, pede “encarecidamente que tenhamos cautela em partilhar materiais dessa natureza porque, aparentemente são inofensivas e têm graça, mas é uma forma de perpetuar de forma massiva e virais mensagens muito estereotipadas e altamente estigmatizantes quanto ao género”.

Portanto, defende que é preciso que o discurso e a prática sejam coerentes. “Certo que num país onde a Igualdade de Género está sendo ensinada nas escolas, num país onde a lei da paridade deve ser transparente, entendido e aceite por todos, não aceitamos estes comportamentos”, conclui a nota de repúdio.

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