Legislativas 2021: Candidaturas em São Vicente confiantes em resultados “positivos”

16/04/2021 14:28 - Modificado em 16/04/2021 14:28
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Os quatro partidos políticos que concorrem para o círculo eleitoral de São Vicente, demonstram otimismo e fazem um balanço “altamente positivo” das suas ações no terreno e nas plataformas digitais. Todos mostram-se convictos em atingir as metas estabelecidas para o dia 18 de abril.

A começar pelo MpD, o cabeça de lista, Paulo Rocha, exortou os eleitores indecisos a votarem “em quem está no caminho seguro” e contribuir para a “maioria absoluta” que o partido quer para governar Cabo Verde. 

“E para as pessoas que ainda estão indecisas e não sabem em quem votar, o nosso apelo é que votem em quem está no caminho seguro. Nós queremos governar com estabilidade”, sublinhou Paulo Rocha, pedindo assim uma maioria absoluta para o MpD. 

Isto porque, assegurou, Cabo Verde é “reconhecido no mundo como um país estável”, sendo este “um dos maiores ativos e argumentos” para conseguir apoio internacional.

No entanto, sustentou, há “algumas candidaturas” que “não querem essa estabilidade” e sim “criar divisão”.

O MpD conclui a campanha eleitoral com contactos porta-a-porta, nesta sexta-feira, nas zonas de Lameirão, Norte de Baía e Salamansa. 

A UCID, através do seu vice-presidente João Luís Santos, diz o balanço foi “altamente positivo” e aponta no sentido de elegerem pelo menos cinco deputados e realça, igualmente, a boa receção que a sua equipa tem tido nas várias localidades da ilha.

“É necessário, a partir do dia 18, ter uma UCID forte, mas para isso as pessoas têm que votar no partido”, sublinhou o candidato democrata-cristão, mostrando a necessidade de elegerem “pelo menos” cinco deputados.

O mesmo garante estar convicto que isto vai acontecer, até porque os seus adversários estão “todos desorientados”. E uma prova disso, asseverou, foi o comício do Movimento para Democracia (MpD), realizado na noite desta quinta-feira em Monte Sossego, em que “destrataram” o presidente da UCID e o candidato Amadeu Oliveira.

“Isso mostra total desespero e total desorientamento, porque sabem que a UCID vai conseguir os seus objectivos, juntamente com o povo de São Vicente e a trabalhar para o povo de São Vicente”, considerou o candidato, criticando o MpD e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que com os deputados eleitos nas duas últimas legislaturas “nada fizeram pela ilha”.

“Estamos dedicados e determinados que os cinco deputados que a UCID vai eleger, no dia 18 de Abril, em São Vicente vai fazer-nos ter força e capacidade técnica para, efectivamente, colocar a ilha no rumo do desenvolvimento”, concretizou.

O partido termina a campanha em São Vicente nesta sexta-feira, acompanhado do líder António Monteiro, com contactos porta-a-porta na zona de Monte Sossego.

Balanço positivo também faz o PAICV em relação à sua campanha, com a cabeça de lista Josina Freitas a afirmar que o mais “gratificante” é que a caravana liderada por ela “conseguiu” passar a mensagem de “mudança, ir à luta e agora é a nossa vez”.

“Cada um tem a sua visão do Cabo Verde Para Todos. É lindo falar e ver que com diálogo, conseguimos encontrar os melhores caminhos para este país e ilha, que cada um imagina”, frisou Josina Fortes, salientando que é “possível” e está “na mão” das pessoas fazer a “diferença” nas urnas no dia 18.

“A partir do dia 18, quando votarem no PAICV, iremos iniciar uma outra forma de fazer política e vamos iniciar a recuperação da nossa ilha e do nosso país. O dia 18 vai ser um marco histórico, porque vamos iniciar uma outra forma de fazer política” afiançou a cabeça-de-lista do PAICV.

A candidatura do PAICV termina hoje a sua jornada de campanha com contactos porta-a-porta nas zonas de Quilómetro Seis, Madeiral, Calhau, Lameirão, Norte de Baía e Salamansa.

Por sua vez, o cabeça-de-lista do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) disse estar “optimista” de que o partido vai eleger dois deputados porque “sente” que “a mensagem de mudança” foi bem assimilada.

Jailson D´Aguiar considerou “positivo” o balanço da campanha eleitoral realizada pelo PTS, em São Vicente, embora, segundo o candidato a deputado, muitas pessoas estão “desacreditadas” na política e nos políticos.

“Durante a campanha porta-a-porta remamos contra a maré para consciencializar as pessoas da importância do voto consciente e diminuir a taxa de abstenção”, salientou o líder da caravana do PTS em São Vicente.

A mesma fonte enalteceu que um dos “motivos” que levou o PTS a apresentar candidatos na ilha de São Vicente foi porque sentimos a “necessidade” de ter uma “terceira força” no parlamento pois, no seu entender, a UCID “não foi uma terceira força” porque “seguiu caminhos que não deveria”.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos eleitorais, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e os três da diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

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