ENAPOR assina contrato de adjudicação com o consórcio luso-cabo-verdiano para a construção do Terminal de Cruzeiros do Mindelo

15/04/2021 20:02 - Modificado em 15/04/2021 20:02
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Foto: Inforpress

Um ato simbólico, que segundo o presidente do Conselho de Administração da ENAPOR, Alcídio Lopes, só aconteceu porque foram criadas todas as condições, ou seja o contrato da “não-objeção” dos co-financiadores, o Fundo Orio, dos Países Baixos, e pelo Fundo OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para o Desenvolvimento Internacional, para se avançar com a assinatura do contrato com o consórcio vencedor do concurso, constituído pelas empresas Mota-Engil – Engenharia e Construção, SA e a Empreiteil Figueiredo, que vai construir o Terminal de Cruzeiros em São Vicente.

Com este projeto, Alcídio Lopes diz ainda que São Vicente vai um Terminal de Cruzeiros inovador, moderno e com características técnicas bastante avançadas, tendo em conta a demanda de cruzeiros no país.

Por isso disse no ato, que este momento, a assinatura do contrato de adjudicação, visa dar continuidade a este importante projeto. “Vai ser uma obra inovadora que vai trazer Mindelo e Cabo Verde para essa centralidade que queremos que o turismo de cruzeiro tenha no turismo nacional.

Para o PCA da ENAPOR, a obra “tem contornos importantes, interessantes” e ainda visa dotar o Porto Grande de São Vicente de “maiores infraestruturas” que permitirá não só oferecer melhores condições aos passageiros de cruzeiros, como também proporcionar ao Porto espaços em condições de infraestruturas para acomodar outros tráfegos.

O Terminal de Cruzeiros, após a sua construção, sublinha Lopes, vai determinar “usar outros espaços que eram destinados a estes tráfegos e com isso teremos espaços libertos e condições afetadas a outras actividades”.

O que na óptica de Alcidio Lopes, vai ser um upgrade das condições de prestações de serviço para passageiros dos navios e cruzeiros e dotar a frente marítima de condições de acolhimento impar, que decerto vai levantar finalmente o turismo de cruzeiros.

Portanto, a mesma fonte considera que era necessário dar este salto em termos de condições de oferta de serviço.

O projecto do Terminal de Cruzeiros do Mindelo está estimado em cerca de 25 milhões de euros, é co-financiado pelo Fundo ORIO, do governo holandês, e pelo Fundo OPEP para o Desenvolvimento Internacional.

Os trabalhos vão envolver a reivindicação de uma área de terra, denominada “ponte terrestre”, com 2.700 metros quadrados e a dragagem de aproximadamente 124.000 metros cúbicos na bacia portuária e no canal de acesso.

Entre outras características, o projeto prevê ainda a construção de um pontão de atracação de 400 metros de extensão com 11 metros de profundidade e outro de 450 metros com 9,5 metros de profundidade, além de um cais com uma largura de 12 metros, uma gare de passageiros, uma vila turística e uma zona imobiliária.

Prevê também a construção de um edifício de recepção aos turistas com cerca de 900 metros quadrados e instalações para estacionamento de táxis e autocarros de apoio. Elvis Carvalho

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