Portugal quer mais parcerias com Cabo Verde para mobilidade elétrica

15/04/2021 16:11 - Modificado em 15/04/2021 16:11
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Portugal manifestou hoje a vontade de ajudar Cabo Verde a atingir a meta de substituição até 2050 do parque de veículos com motores térmicos por veículos elétricos, esperando, para isso, mais parcerias com empresas e autoridades cabo-verdianas. 

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“Portugal, com toda a experiência que tem na mobilidade elétrica, está pronto também a dar o apoio, a contribuir para que haja mais parcerias entre as empresas portuguesas e cabo-verdianas e as autoridades cabo-verdianas”, disse António Moniz.

O embaixador de Portugal em Cabo Verde falava na cidade da Praia, no âmbito de uma conversa sobre a mobilidade elétrica em Cabo Verde e da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) e para preparar o Fórum de Alto Nível UE-África, em 23 de abril em Lisboa. 

Segundo o diplomata, o fórum vai debruçar-se sobre o futuro verde de África e sobre as novas vias de investimento, tendo como propósito pôr os diversos atores nesta matéria em contacto, nomeadamente o setor público e setor privado, que incluem as entidades governamentais, organizações internacionais, sociedade civil, empresas e universidades. 

“Com vista a ver um planeamento de projetos que possam beneficiar o continente africano na área verde, na área ecológica”, explicou António Moniz, afirmando que foi a embaixada de Portugal que sugeriu que a mobilidade elétrica fosse discutida em Cabo Verde, país que já tem um plano de ação e um programa para a descarbonização nos transportes até 2050. 

“Sabendo que Cabo Verde tem todas as condições para produção de energia elétrica através das fontes de energias renováveis, porque tem sol, vento, ondas do mar, tudo em grande abundância, julgamos que existem condições ótimas para prosseguir projetos nessa área, que já estão a ser perseguidos por alguns países e algumas agências”, frisou. 

Para o diplomata português, Cabo Verde também poderia ser um dos países pioneiros em matéria de mobilidade elétrica em África, sendo prova disso já haver carros a circular movidos a eletricidade no arquipélago. 

Além disso, desafiou o país a fazer “projetos de larga escala”, como a construção de redes de energia elétrica para abastecer os veículos. “Cabo Verde, além de ter condições ótimas para prossecução de projetos nesta área, poderia também dar o exemplo a todos os outros países em África sendo uma espécie de país pioneiro nesta matéria e atingir o objetivo de descarbonização no mais breve prazo possível”, concluiu o embaixador. 

Há vários dias que Portugal está a organizar conferências ‘Green Talks’, para preparar, em várias cidades africanas e europeias, o Fórum de Alto Nível UE-África sobre Investimento Verde. 

O evento é promovido pela presidência portuguesa do Conselho da UE e pelo Banco Europeu de Investimento e conta com a participação de ministros de países dos dois continentes, comissários da Comissão Europeia e da Comissão da União Africana, líderes empresariais e de organizações da sociedade civil. 

Em 24 de março, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, referiu, num artigo publicado no Diário de Notícias, que o fórum é um processo, cujo objetivo é a mobilização de projetos, parcerias e disponibilidades financeiras para o crescimento em África. 

“Só com crescimento do produto e do emprego será possível gerar os recursos indispensáveis para a satisfação das necessidades básicas das populações, a criação de oportunidades para os jovens, a estabilidade social e política ou o enfrentamento das causas profundas das migrações”, sublinhou o chefe da diplomacia portuguesa.

Lusa

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