Investigadores entregam petição para mudança da política linguística em Cabo Verde

12/04/2021 16:12 - Modificado em 12/04/2021 16:13
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Foto: Inforpress

Um grupo de linguistas, professores de línguas e literaturas e vários outros atores da sociedade entregaram, hoje, ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca e aos presidentes dos partidos políticos uma petição que pede a mudança da política linguística em Cabo Verde.

Conforme nota de imprensa enviada à comunicação social o grupo de 200 signatários, formado por investigadores linguistas, professores de línguas e literaturas, educadores, escritores, artistas, ativistas, estudantes de graduação e outros profissionais, querem aproveitar este momento “alto de cidadania que se vive no país”, com a aproximação do dia das eleições legislativas, para instarem os candidatos a deputados para uma resolução “satisfatória da questão linguística”, enquanto fenómeno social.

“Os signatários da apresentação desta petição, que tem como objetivo instar as/os candidatas/os a deputadas/os e o futuro governo a, urgentemente, considerarem as medidas legislativas necessárias às mudança da política para uma mais justa e respeitadora da ecologia linguística da nação cabo-verdiana e os direitos humanos de natureza linguística” lê-se na nota.

Com isso os mesmos querem o “reconhecimento pleno das duas línguas do país como património cultural” e também como recursos funcionais, sociais e económicos. Também a legitimação política desse reconhecimento por meio da “atribuição de igual estatuto oficial às duas línguas”. 

“Desocultação da língua cabo-verdiana no sistema de ensino, viabilizando a construção de uma base robusta para a aprendizagem consciente da língua materna, da língua segunda e das línguas estrangeiras e possibilitando o desenvolvimento de uma competência plurilingue e pluricultural, ferramenta indisponível no atual mercado global” diz a mesma fonte.

Nisto, defendem a exploração técnica das potencialidades da educação bilingue para a “melhoria da eficácia do ensino da língua portuguesa e das aprendizagens de um modo geral”, considerando os “resultados positivos de experiências de ensino em contextos linguísticos semelhantes ou mesmo mais complexos. “Desenho e operacionalização de uma política efetiva e de longo prazo de incentivos à investigação e atividades editoriais com foco na língua cabo-verdiana” concluiu.

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