Arlinda Santos. Calou-se a voz da cantora e Combatente da Liberdade da Pátria

9/04/2021 22:45 - Modificado em 9/04/2021 23:18
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Faleceu nesta sexta-feira em Lisboa a cantora e Combatente da Liberdade da Pátria Arlinda Santos, vítima de doença, aos 77 anos.

Arlinda Oliveira Santos era natural de São Vicente onde nasceu a 18 de Fevereiro de 1944. Em 1962, cantou e gravou “Folclore de nôs terra” na sequência de uma extensa digressão de um grupo de músicos de Cabo Verde a Portugal.

Arlinda Santos começou a cantar aos 13 anos  até que emigrou para Portugal onde fez algumas atuações. Depois envolveu-se no movimento para libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde. Após a independência, em 1975, regressou a Cabo Verde,  e com César Lima gravou seu primeiro CD “Chama Violeta”, que no seu entender foi bem aceite apesar de ser uma produção caseira, pouco comercial gravada em casa, na ilha de São Vicente, onde residia actualmente.

O grupo ad hoc, Conjunto de Cabo Verde, era ainda integrado por Agostinho Fortes, Taninho Évora, Luís Rendall, Celso Estrela. Arlinda Santos grava em dois dos três singles do Conjunto de Cabo Verde.

Dharma, CD gravado em 2009, em que quase metade das composições são de sua autoria, é o último legado artístico de Arlinda Santos. “Dharma nasceu com o intuito de expressar, através da música, a evolução emocional e espiritual do ser humano na jornada que tem que fazer neste mundo. Por isso, o título não poderia ser outro, explicou na altura, Arlinda Santos: “Dharma é um termo sânscrito indiano que quer dizer ‘evolução’ do ser humano no sentido positivo e espiritual. Daí que selecionei para o disco composições que transmitem essa mensagem”.

O coletivo deste jornal manifesta aos familiares as suas mais sentidas condolências.  

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