São Vicente: Irmãs que perderam tudo em incêndio agradecem as ajudas que permitem continuarem a trabalhar e estudar em São Vicente

7/04/2021 22:37 - Modificado em 7/04/2021 22:39

Sensibilizadas com a história, pessoas doaram objetos, roupas, entre outras coisas, às duas irmãs que perderam quase tudo num incêndio na sua moradia, na zona de Ribeira de Craquinha em São Vicente, no passado dia 23 de fevereiro.

As jovens irmãs Rosalina e Nídia Fortes que viram a casa onde residiam serem destruída por um incêndio agradecem todas as ajudas que tem vindo a receber até agora, e que lhes tem ajudado à continuar a trabalhar e estudar em São Vicente.

Depois de perderem quase tudo o que tinha naquela madrugada, as irmãs viram que não estão sozinhas e receberam doações de amigos, vizinhos e até desconhecidos para recomeçar a reconstruir a vida.

A solidariedade chegou também na forma de roupas e cestas básicas. Além de campanhas para arrecadar dinheiro para ajudar a comprar outros eletrodomésticos, cama e diversos objetos. “Temos recebido várias ajudas. No primeiro dia foi bastante difícil, mas agora as coisas tem melhorado e por isso agradecemos a todas as pessoas que nos estenderam as mãos”, reconhece esta jovem que diz ainda que graças a solidariedade das pessoas, hoje têm um local para viver.

E assim, vão batalhando “graças a povo de São Vicente” e também da diáspora, aponta a jovem, adiantando que até ao momento, estão a espera de uma instituição de cariz social (CMSV) que poderia ter-lhes ajudado numa situação daquelas, mas nunca apareceram para nada.

Relembre o caso

Eletrodomésticos, móveis, alimentos, roupas, livros e documentos tudo ficou destruído, sendo consumidos pelo fogo que deflagrou na madrugada da quarta-feira, 23, “sem motivo aparente”, quando as duas se encontravam em Santo Antão devido às férias escolares de Nídia.

Na madrugada de terça-feira para quarta-feira, foram contactadas por um vizinho, dando conta que a sua casa tinha pegado fogo.

Desesperadas, retornaram a S. Vicente logo na primeira viagem e encontram o local completamente em cinzas. Apenas as chapas escaparam.

“Fomos contactadas as três da madrugada, mas conseguimos chegar a São Vicente de manhã e encontramos apenas as cinzas. Ficamos com as roupas que tínhamos levado na viagem e que não eram muitas”, desabafou na altura uma das jovens.

Os bombeiros não souberam precisar, na altura, as causas do incêndio, mas as jovens não descartam nenhuma possibilidade. “Quando regressamos fomos a polícia, que nos informou ter conhecimento da ocorrência. Foram informadas que o fogo começou de dentro, mas a casa esteva fechada e não tinha nada que despoletasse o fogo. A botija de gás foi recuperada intacta”.

Dois amigos, responsáveis pelo projeto “Casinha de Tambor”, foram um dos que se sensibilizaram com a história das irmãs e resolveram ajudar, após lerem a notícia publicada por este online e após planificação, optaram por realizar no dia 27 março, um evento musical, onde arrecadaram um montante a ser revertido a favor destas jovens.

Sobre o projeto, João Fernandes e Carlos Tanaia avançam que vai ser transformado num movimento de solidariedade de forma permanente. “Já estamos no terreno a trabalhar e a ideia é angariar fundos, seja em que género for, para depois recolher e fazer entregas a pessoas mais necessitadas.”

Rosalina Fortes está em São Vicente junto da irmã mais nova que está a estudar Criminologia na Universidade do Mindelo (Uni-Mindelo) após ter ganho uma bolsa de estudos.

Em dezembro passado, devido a pandemia, resolveram, construir a casa no terreno que fica numa encosta, para fazer face às dificuldades financeiras. Uma decisão, que no início foi difícil, mas optaram por esta via, para que a irmã de 21 anos continuasse os estudos.

Elvis Carvalho

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.