Técnicos da Agência da Aviação Civil na Islândia para certificar Boeing da Cabo Verde Airlines

7/04/2021 22:02 - Modificado em 7/04/2021 22:02

Técnicos da Agência da Aviação Civil (AAC) de Cabo Verde estão na Islândia para certificar um avião da Cabo Verde Airlines, colocado há um ano em situação de armazenamento devido a pandemia.

O presidente da companhia aérea, Erlendur Svavarsson explicou esta quarta-feira, 07, que os técnicos da autoridade de aviação cabo-verdiana “encontram-se atualmente em Keflavik, na Islândia, juntamente com tripulantes de voo da Cabo Verde Airlines” que, depois de concluída a quarentena obrigatória devido ao protocolo da covid-19, “vão iniciar o processo necessário para retirar a aeronave do programa de armazenamento em que se encontra” e regressar ao arquipélago.

“E posteriormente, o processo de emissão de um novo certificado de aeronavegabilidade será tratado pela AAC. O plano será então trazer o avião para Cabo Verde”, acrescentou Erlendur Svavarsson, citado pela agência NewsAvia, sem concretizar datas.

Porém, Erlendur Svavarsson afirmou que a retoma dos voos comerciais pela CVA, suspensos há mais de um ano, “dependerá da abertura das fronteiras” e das autorizações de viagens nos vários países.

“A maioria dos principais mercados das companhias aéreas está atualmente fechada devido à quarta onda de covid-19”, enfatizou.

A CVA operava antes da pandemia com três aviões Boeing 757-200ER fornecidos em regime de leasing pelo grupo Icelandair, que lidera a companhia cabo-verdiana, e todos foram deslocados em março de 2020 para Miami, nos Estados Unidos da América, e colocados em situação de armazenamento devido à suspensão de toda a atividade comercial provocada pela pandemia.

Entretanto, o Boeing com o nome de “Baía de Tarrafal”, foi deslocado em 12 de março último para o aeroporto de Keflavik, na Islândia. O mesmo aconteceu em 20 de dezembro passado com o Boeing de nome “Fontainhas”.

A companhia aérea, liderada desde 2019 por investidores islandeses, está parada desde março de 2020, devido às restrições então impostas para conter a transmissão da covid-19 e não chegou a retomar as operações comerciais, apesar da reabertura dos voos internacionais por Cabo Verde em outubro.

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