António Monteiro: “É inadmissível que para viajar para qualquer ilha do país temos que viajar para Praia”

5/04/2021 23:12 - Modificado em 5/04/2021 23:12
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O candidato da UCID às eleições legislativas de 18 de abril, António Monteiro que seguiu viagem para São Nicolau esta segunda-feira, para ações de campanha na ilha, considerou que é inadmissível que nesta altura, o país não tenha solução de viajar diretamente de avião para as outras ilhas, a partir de São Vicente e que é sempre preciso viajar primeiro para a ilha de Santiago, cidade da Praia, para conseguir seguir viagem e muitas vezes, a pagar um preço dispendioso.

O líder da UCID fez estas considerações, relembrado que antigamente, como cidadão quando se deslocava para a ilha de São Nicolau a trabalho, era feito de avião e em 15 minutos e hoje a população tem esta dificuldade. E que hoje para se viajr para a ilha de Chiquinho, a única opção é de barco.

Isso porque, acusa os sucessivos governos do MPD e PAICV de serem os responsáveis por esta dificuldade, adiantado que é preciso retomar a normalidade.

Monteiro diz ainda que a política de transportes marítimos e aéreos em Cabo Verde deve ser repensada. “A companhia aérea centralizou os voos para a capital e pagamos um “balúrdio” para viajar para a Boa Vista, ou outras ilhas”, lamenta este candidato que promete melhorias neste sentido se o seu partido vencer as eleições autárquicas.

“É preciso definir melhor esta política de transportes aéreos no sentido de criar condições de voos diretos”.

Em relação à travessia de barco, justifica que estes são bons para transporte de pessoas e de carga, mas sustenta que é preciso alternativa e que a população não deve ser obrigada a usar um único meio de transporte, por “não ter outra solução”.

Portanto, considera “pesado” o montante que o país paga, mais de 600 milhões por ano, o que equivale a mais de 50 milhões por mês para termos uma companhia a prestar este serviço.

No entanto, afirma que o país tem armadores nacionais e que se estes tiverem este valor disponível, para emprestarem e pagar com juros, garante que prestariam um bom serviço. “É um custo elevadíssimo e insuportável para a economia do nosso país”.

A lista da UCID, em São Vicente, é encabeçada por António Monteiro, seguido de Zilda Oliveira, Amadeu Oliveira, Dora Pires, João Santos Luís, Nilton Rocha, Viviane Rocheteau, Nelson dos Santos, Ana Fernandes e Mateus Silva, que ocupa a décima posição. 

O vice-presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), João Santos Luís, afirmou hoje que o partido já tem ideia do que fazer para debelar o “problema crasso” de desemprego em São Vicente. 

Santos Luís que falava aos jornalistas apontou como “a batalha da UCID nessa décima legislatura é apostar fortemente na economia, porque se a economia não se desenvolver, não se consegue gerar riquezas e criar postos de trabalho”.

Para isso, o vice da UCID garante que é preciso diversificar e que o seu partido não quer apostar somente no turismo, que é um dos pilares de desenvolvimento.

E que o seu partido deseja “reforçar” os serviços consulares e transformá-los em “verdadeiras Casa do Cidadão”. E na diáspora, a cabeça-de-lista da UCID para a Europa, Ana Francisca Soares, em declarações à Inforpress, disse que uma das prioridades do partido é “reforçar a ligação entre a acção cultural, a promoção económica e social e as múltiplas instituições de diferentes países de acolhimento”.

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