A exportação do grogue produzido em Santo Antão para o mercado europeu, que começou, de forma contínua, a partir de 2018, através da empresa Música e Grogue, poderá conhecer algum incremento a partir de 2025.
A Inforpress soube que, pelo menos, mais uma empresa em Santo Antão, a Quinta Mansa, na Ribeira Grande, passará também, a partir do próximo ano, a exportar o grogue certificado de Santo Antão para a Europa, possibilidade que surgiu depois da presença deste produto, em Fevereiro, no Fórum Mundial do Rum, em Paris, França.
Este fórum, segundo esta empresa, acabou por abrir “boas perspetivas” para o grogue santantonense no mercado internacional, estando já em preparação um projecto para, de uma forma consistente, levar o grogue certificado de Santo Antão para a Europa, a partir de 2025, para venda e para o envelhecimento.
Em declarações recentes à Inforpress, o produtor Alírio Rocha, proprietário da Quinta Mansa, assegurou que “este projecto vai avançar”, já que este produto tem tudo para se singrar no mercado internacional.
A empresa Música e Grogue, com sede no Porto Novo, tem vindo a exportar o grogue produzido nos vales do Tarrafal de Monte Trigo e Ribeira da Cruz para a França, desde 2018.
Reza a história de que, em 1900, o grogue produzido em Santo Antão a partir da cana canarina, presente num fórum em França, teria sido galardoado pelas autoridades francesas pela sua qualidade.
Sites internacionais especializados na promoção de Rums têm vindo a destacar a qualidade do grogue produzido em Cabo Verde, nomeadamente em Santo Antão, que dizem estar entre os melhores da “família do rum” em África.
JM/CP
Inforpress/Fim