PAICV acusa MpD de desrespeitar as deliberações da CNE sobre não retirada de cartazes e outras ilegalidades

23/03/2021 13:28 - Modificado em 23/03/2021 13:28

PAICV acusa o MPD de não estar a cumprir as deliberações da Comissão Nacional de Eleições, CNE, no que diz respeito a ilegalidades e irregularidades cometidas por este partido, em relação à legislação eleitoral vigente em Cabo Verde.

Para o mandatário da lista do PAICV, para as legislativas de 2021, pelo círculo de São Vicente, Graciano Nascimento, a CNE por ser o órgão que coordena e verifica a funcionalidade legal das eleições no país delibera e o MPD, não cumpre. Uma atitude que este responsável pela campanha do partido em São Vicente é, uma “demonstração clara de arrogância, prepotência, de falta de respeito por tudo aquilo que é legalidade e que se enquadra naquilo que tem sido o estilo do partido que sustenta o governo nesta legislatura”, acusa.

Em causa, Graciano Nascimento faz referência a várias queixas, analisadas pela instituição que regula as eleições em Cabo Verde, numa reunião, conforme este responsável, datada de 17 de março, onde foram analisadas variam queixas do PAICV e de outros partidos políticos em relação ao comportamento do MPD, em “clara violação da legislação eleitoral vigente no país”.

“Estamos a falar da questão do tempo de antena do partido que foi divulgado pela TCV, do lançamento do estudo do aeroporto em Santo Antão, do projecto da extensão do porto e do Centro de Saúde da ilha”, começa por citar Nascimento, que destaca, principalmente a colocação de cartazes do líder do MPD em mais que uma ilha, nomeadamente em São Vicente na sua sede de campanha na Rua de Lisboa.

Na sequência, diz que a CNE determinou a retirada imediata dos cartazes, só que em São Vicente esta deliberação ainda não foi cumprida pelo partido no poder, o que demonstra “uma falta de respeito gritante do Movimento para Democracia pelas instituições e legalidade do país”.

E ainda nas “diversas denúncias de ilegalidades e irregularidades” em relação a diferentes comissões de recenseamento no país, na diáspora e em particular na ilha de São Vicente.

Graciano Nascimento acusa o MpD de ser o responsável pelo “insucesso” no recenseamento eleitoral na ilha que ditou a perda de um mandato na configuração nacional dos círculos eleitorais, alegando a falta de condições criada para o funcionamento das comissões de recenseamento.

Tudo isso são situações graves que merecem uma análise cuidada do eleitorado cabo-verdiano.

Portanto, para Graciano Nascimento, esta postura do partido que quer a renovação do mandato, mostra a posição de tamanho descontrolo e convicção e a governação que é profundamente negativa. “E todas estas ações demonstram uma consciência pesada quanto ao desempenho nos últimos anos. Uma demonstração da fragilidade, mas que não pode ser feita a custa da legalidade do país”.

“Pede a renovação do mandato, mas que age com prepotência e que não merece governar”, conclui este mandatário.

Elvis Carvalho

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