UCID exige ao governo resolução do processo de redução da idade de reforma dos marítimos, antes do fim da legislatura

22/03/2021 13:17 - Modificado em 22/03/2021 13:17

Os marítimos cabo-verdianos fazem parte do grupo de profissionais cujas tarefas, para além de muito duras e difíceis, são profundamente desgastantes, requerendo, por isso mesmo, um tratamento especial, cita a União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, que acusa os sucessivos governos de não terem dado o devido valor a esta classe.

O vice-presidente desta força política, João Santos Luís falou à imprensa, na manhã desta segunda-feira, para abordar os problemas que esta classe vem enfrentando, como é o caso da ausência de uma grelha salarial, a questão da segurança social, bem como a idade de reforma destes profissionais.

A UCID, enquanto “representante legítimo do povo destas ilhas”, vem publicamente protestar e manifestar o seu mais profundo “repúdio” por, mais uma vez, o governo, “em jeito de campanha eleitoral”, ter anunciado a resolução definitiva da redução da reforma dos marítimos de Cabo Verde.

E que o governo, ao fazer o anúncio da redução da idade de reforma dos marítimos, de 65 para 60 anos, com pompa e circunstância, sem avançar uma data certa que entra em vigor configura-se, segundo Santos Luís, numa estratégia de “acalmar os ânimos destes profissionais”.

Para João Santos Luís, esta é mais uma “manobra dilatória”, apenas para ganhar tempo e não cumprir uma decisão que já foi tomada há décadas. Relembrando que em 1993, logo após a criação do Concelho de Concertação Social, foi feita uma recomendação da redução da idade de reforma destes profissionais. E que aconteceu a mesma coisa em 2007, 2012, 2015 e até agora nada.

Portanto defende que chegou o momento dos marítimos dizerem “basta” das mesmas promessas e que nunca forma cumpridas desde de 94 e neste sentido exige do governo que esta situação seja resolvida antes do fim da legislatura, que termina a menos de um mês.

Ainda intimamente ligada a esta questão, está também, conforme este porta-voz da UCID, a questão do paradeiro dos processos relacionados com os descontos que os marítimos fizeram durante a vigência da “Caixa Sindical de Previdência dos Marítimos e Ofícios Correlativos”, que foram transferidos para o então Instituto de Seguros e Previdência Social, ISPS, pela referida caixa, juntamente com outros bens patrimoniais e financeiros, para além dos recursos humanos.

Entretanto, especula João Santos Luís, por razões que se desconhece, os referidos processos não mereceram o devido tratamento e, atualmente os marítimos estão a “ser altamente penalizados”, pois, o INPS, não vem contando esse tempo para efeitos de reforma dos mesmos, violando de forma flagrante a lei.

Neste sentido, como forma de ajudar na resolução deste imbróglio, a UCID, solicita e exige do governo, uma intervenção junto do INPS, com vista a esclarecer e a clarificar, o mais urgente possível, esta situação, tendo em conta a clara penalização deste sector.

Elvis Carvalho

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