José Maria Neves: “A reconstrução do país será a minha prioridade”

19/03/2021 14:16 - Modificado em 19/03/2021 14:16

O ex-primeiro ministro de Cabo Verde, José Maria Neves anunciou hoje a sua candidatura à Presidência da República, assegurando que terá como prioridade trabalhar para a “reconstrução de Cabo Verde” sobretudo no pós-pandemia.

“Vivemos tempos difíceis e exigentes. Esta pandemia que ainda nos atormenta e não sabemos quando termina tem-nos mostrado quão vulneráveis somos. É enorme o seu impacto nas nossas vidas”, lembrou o antigo primeiro-ministro que nomeou “a perda de empregos, a destruição de empresas, o aumento da pobreza e das desigualdades” como “fenómenos que provocam devastação social, económica e sanitária” começou por dizer José Maria Neves no ato de lançamento oficial da sua candidatura a Presidente da República, na cidade da Praia, isto conforme um comunicado de imprensa.

O mesmo frisou que depois de cinco anos fora da vida política activa quer “pôr a experiência na política, na governação e na academia ao serviço da República, pretendo ser não apenas um bom árbitro – conheço bem as regras do jogo -, mas também um dinamizador de novos processos políticos, abrir espaços de participação a todos, uma instância moral, um traço de união, um provedor das liberdades, da democracia e do Estado de Direito, um promotor do meu país no mundo e um catalisador de dinâmicas sociais orientadas para um crescimento inclusivo e ambientalmente sustentável”.

“A minha decisão de candidatar foi tomada depois de uma enorme reflexão e grande partilha entre o candidato, ou pré-candidato, e personalidades da sociedade civil, partidos políticos, sindicatos e diferentes organizações da sociedade civil. Levei este tempo a reflectir e, neste mês de março, decidi candidatar-me” explicou.

Para já o mesmo diz que as candidaturas presidenciais “são todas elas candidaturas cidadãs, da sociedade civil”, pelo que todas as candidaturas presidenciais, nos termos da Constituição, são supra-partidárias protagonizadas por grupos de cidadãos e o Presidente da República deve “colocar-se acima dos partidos para poder ser árbitro e moderador do sistema político”.

“Se eleito Presidente, serei o primeiro Embaixador da República. Trabalharei, em estreita cooperação estratégica com o Governo, para mobilizar a nação, os cabo-verdianos nas ilhas e na diáspora, e parcerias internacionais, públicas e privadas, para continuarmos a combater o vírus, ganhar a imunidade e garantir os investimentos necessários para levantar o país na pós-pandemia” garantiu José Maria Neves.

O mesmo diz entender que Cabo Verde precisa de uma “liderança forte”, para mobilizar os partidos, as empresas, os sindicatos, as Igrejas, as ONGs, a sociedade civil e os cidadãos, nas ilhas e na diáspora, visando a “reconstrução do país, no pós-pandemia”.

“Precisamos mobilizar todas as energias, de um amplo e fundamentado debate nacional, mas também de uma liderança forte, visionária, estratega, inclusiva e catalisadora de processos transformacionais, capaz de marcar a diferença” materializou.

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