UCID defende que as políticas ativas de emprego devem ser redefinidas, reinventadas e reorientadas

18/03/2021 13:45 - Modificado em 18/03/2021 13:45

A UCID considera que o contexto atual da pandemia interpela a todos quanto à necessidade de uma solução urgente para o desafio da dinâmica económica e sustentabilidade da economia cabo-verdiana, onde todos os setores foram afetados.

E que face a inoperância e não resistência a choques externos, ficou claro que o turismo não deve ser o único pilar do desenvolvimento, mas sim o complemento de outros setores.

E por isso, esta força politica defende que a economia de Cabo Verde deve ser redefinida, reorganizada e reorientada para um desenvolvimento sustentável com a utilização de energias renováveis.

João Santos Luís, em conferência de imprensa em São Vicente, diz que é urgente a introdução de políticas públicas de desenvolvimento capazes de aguentar choques externos e garantir a sustentabilidade em termos de alimentação a população. “É nosso propósito promover a modernização e empresarialização da agricultura visando a criação de empregos e valorização do espaço rural, que promove por sua vez a pecuária”, aclara o vice-presidente da UCID.

Ademais, aponta que as políticas ativas de emprego podem contribuir para o crescimento do emprego e do produto interno bruto, PIB, e reduzir o emprego e a dependência de subsídios.

Portanto, é preciso, na óptica deste político, criar políticas que possam contribuir para assegurar que “os desempregados regressem o mais rapidamente possível a uma situação de emprego e que esse emprego seja o mais adequado possível, proporcionando-lhe o apoio de que necessitam para voltar com sucesso ao mercado de trabalho”.

Considera igualmente, como um importante instrumento de políticas ativas do mercado de trabalho, a criação de um fundo de financiamento para promover o desenvolvimento de investigação científica e colocá-la à disposição de jovens licenciados, mestrados e doutorados, bem como os jovens sem estas qualificações, mas que mostrem apetência para a área de investigação.

Alega ainda que a investigação deverá abranger todas as áreas e sectores de atividades, e que o fundo de financiamento deverá ser alimentado pelo Orçamento de Estado e gerida pelas instituições de ensino superior, que preencham os requisitos.

Para que o país possa atingir o objetivo esperado, em termos de políticas de emprego, do ponto de vista de inclusão social e igualdade de oportunidades para todos, a UCID propõe o desenvolvimento de uma “economia robusta” e sustentável, geradora de valores acrescentados onde “efetivamente ninguém fica para trás”.

Para isso, defende ainda o número dois dos democratas cristãos que o sector privado precisa ser mais ativo, forte e mais dinâmico e para isso, afirma que é preciso diversificar as bases produtivas e diversificar os setores, “para que o país não fique dependente de um único sector económico, mas sim enfatizar e desenvolver os setores com as maiores potencialidades implementando uma política transversal e setorial”.


Elvis Carvalho

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