São Vicente: Trabalhadores do IEFP em greve por mais respeito e dignidade profissional

18/03/2021 13:19 - Modificado em 18/03/2021 13:49

Apesar da Direção Nacional de Administração Pública, DNAP ter proposto o dia 26 de março como data limite para a publicação da lista final de transição, os trabalhadores do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), iniciaram esta quinta-feira uma greve de dois dias, com adesão de 100%, por entenderem que esta é uma luta que se arrasta há muito tempo e o que está em causa é o respeito e dignidade destes profissionais.

Para Sheila Gomes, em representação dos funcionários na ilha de São Vicente, o mote para esta greve é que, no início de dezembro do ano passado, o Plano de Cargo Carreiras e Salários (PCCS) foi aprovado e publicado. Entretanto, depois de cerca de um mês, apareceu uma lista de transição “amplamente desajustada” com os acordos acertados e desalinhado com os princípios legais do PCCS aprovado.

Esta realça que, em conformidade com as regras do PCCS, era suposto o IEFP apresentar uma lista de transição definitiva pelo menos 15 dias depois da sua publicação. Mas já se passara 40 dias sem que se conheça a lista definitiva de transição dos trabalhadores para o quadro do IEFP.

E passados mais de 40 dias, após a reclamação dos trabalhadores, ainda esta não foi publicada, o que consideram um desrespeito pela classe que tem contribuído para o desenvolvimento do Instituto.

“Nós que trabalhamos em back-office, também contribuímos para todo o desenvolvimento do instituto e todo o trabalho é feito pelos técnicos e funcionários que merecem o devido respeito”, aclara esta técnica do IEFP, que diz estarem firmes nos seus propósitos que são pressionar para que a DNAP homologue e implemente a lista de transição”, esclarece Sheila Gomes.

Para esta técnica, tudo isso é desgastante e neste momento falta apenas a homologação e sua implementação.

De referir que os sindicatos exigiam que a lista de transição dos trabalhadores para o quadro do PCCS do IEFP deveria ser publicada no Boletim Oficial até ao dia 17 de março, e como tal não aconteceu, seguem para a greve. Uma atitude que o IEFP condena, acusando os sindicatos de preferirem resolver as questões dos trabalhadores recorrendo dos recursos mais agravantes mesmo tendo toda informação do processo de implementação do PCCS do IEFP.

Elvis Carvalho

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