Jorge Carlos Fonseca saúda a criação do Observatório de Cidadania Ativa e exalta papel destas instituições no reforço da democracia

16/03/2021 15:35 - Modificado em 16/03/2021 15:36

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, congratulou-se esta terça-feira, 16, com a criação do Observatório de Cidadania Ativa (OCA), que celebrou dois anos de existência, enaltecendo o papel que estas instituições têm no reforço da democracia, num ato que serviu para homenagear catorze mulheres cabo-verdianas. 

Numa cerimónia que decorreu no auditório do Centro Cultural do Mindelo, Jorge Carlos Fonseca frisou que cada vez que se celebra o aniversário de uma instituição como o Observatório de Cidadania Activa está-se também “a reforçar a democracia e a aprofundar a nossa cidadania”.

“As instituições são fundamentais para esse objectivo, pois são elas que dão consistência, confiança e durabilidade ao nosso regime. São pilares desta rede que faz com todos passamos a participar nos destinos do nosso país e nos sintamos capazes de enfrentar todos os desafios que se colocam pela frente” sustentou.

Mais adiante afirmou que “nenhum país, nenhuma democracia pode desenvolver-se sem ajuda de uma sociedade civil forte e capaz”, porque é nessa sociedade civil que está “o seu vigor, a sua força e capacidade de acção”.

“Assim, é com muito prazer que aqui estou, neste Março Mês da Mulher, para participar neste reconhecimento público que o Observatório de Cidadania Ativa promove, a várias cidadãs que vem dando o seu melhor para levar um pouco de felicidade à vida de muitas pessoas pelo país fora” sustentou chefe de Estado.

Já o presidente do Observatório de Cidadania Activa, Orlando Lima, reforçou o papel que o OCA tem tido na sociedade, onde tem estado nas escolas e nas diversas comunidades a desenvolver ações socioeducativas, através das suas oficinas de cidadania “almejando colher bons frutos”.

O mesmo aproveitou o momento para deixar “um repto” ao próximo governo, que vai sair das eleições legislativas do dia 18 de abril, no sentido de dar “maior atenção à educação para a cidadania”.

Por fim, Orlando Lima questionou do porquê de não existir na esfera governativa um ministério da cidadania, direitos humanos e inclusão social.

“Uma palavra de agradecimento muito especial às mulheres que, nas mais diversas frentes, nomeadamente nas estruturas de saúde, nas instituições policiais, nas forças armadas, nos serviços de proteção civil e bombeiros, na Cruz Vermelha, junto das organizações da sociedade civil, nas instituições públicas e privadas, têm feito um extraordinário trabalho neste tempo difícil” materializou.

Nesta cerimónia foram homenageadas Manuela Fonseca jornalista e ex-directora da Rádio de Cabo Verde, as médicas Adelaide Miranda Lima e Maria da Conceição Pinto, Fátima Balbina Lima (OMCV), Maria Silva (Kriol-Ita), Maria Teresa Segredo (Fundação Amigos do Paul), Nha Balila (batucadeira), Lourença Tavares (Acrides), Maria Teresa Mascarenhas (Acarinhar), Isabel Moniz (Colmeia), Vicenta Fernandes (Associação Cabo-verdiana contra VBG), Isménia Frederico (atleta olímpica), Zenaida Medina (actriz) e Margarida Martins (professora).

A jornalista e ex-diretora da Rádio de Cabo Verde, Manuela Fonseca, em representação das 14 mulheres homenageadas, assegurou que somente fizeram o seu trabalho em prol do desenvolvimento do país.

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