Delegado de Saúde de São Vicente diz estar à espera de resultados de amostras para saber se variante inglesa do SARS-CoV-2 está a circular na ilha

11/03/2021 20:27 - Modificado em 11/03/2021 20:27
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O Delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva, diz estar a espera do resultado de amostras que foram enviadas para Dacar, através do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), para saber se a variante inglesa do SARS-CoV-2 está a circular na ilha, isto depois da notificação de dois casos na ilha de Santiago.

Elísio Silva avança ao Notícias do Norte que há “muita preocupação” das autoridades sanitárias da ilha, visto que se trata de uma variante perigosa da covid-19 e que os dois casos foram detetados numa ilha (Santiago) de onde as pessoas viajam para São Vicente sem a realização de testes de despiste da doença.

O mesmo diz no seu entender que a variante inglesa já esteve a circular em São Vicente, explicando isto com o aumento do número de casos que a ilha registou, sobretudo no mês de Janeiro.

“Pelo menos no mês de Janeiro, quando tivemos o boom de casos, acreditámos que a variante inglesa já estava a circular pela ilha. Recolhemos amostras de pessoas que tiveram reinfeção pelo novo coronavírus e enviamos para estudo (Dacar), através do Instituto Nacional de Saúde Pública, mas ainda estamos a espera dos resultados” salienta Elísio Silva, que não quantifica quantas amostras da ilha seguiram para testagem a novas variantes.

No entanto, garante que a situação epidemiológica na ilha “melhorou consideravelmente”, tendo em conta o baixo número de casos positivos que se tem registado nos últimos tempos, o que acabou por diminuir os casos ativos de covid-19. Isto, como diz, só foi possível graças as medidas que foram tomadas pela Delegacia de Saúde, mas também com o comportamento da população, que tem vindo a mudar.

“As pessoas têm que continuar e, se possível, aumentar a observância das medidas de proteção, visto que recebemos muitas pessoas que vem de outras ilhas e mesmo do estrangeiro que acabam por testar positivo para a covid-19 à chegada em São Vicente. Todo o cuidado é pouco. Temos tido casos de pessoas que vieram do estrangeiro com teste negativo para a covid-19, mas ainda a doença não se manifestava, pelo que submetidos ao teste acabam por dar positivo. Por isso, têm que evitar festas e aglomerações” explica a mesma fonte.

Instado se a situação de calamidade na ilha deverá ser prorrogada ou não, Elísio Silva, responde que devido as melhorias registadas ultimamente, não se justifica a prolongação do mesmo, que recorde-se vai até ao dia 18 de março.

“Neste momento como a situação está já não é necessário prolongar o estado de calamidade. Mas esta decisão depende dos técnicos de saúde a nível nacional” conclui.

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