São Vicente: Sindicatos entregam pré-aviso de greve de dois dias dos trabalhadores do IEFP

11/03/2021 13:07 - Modificado em 11/03/2021 13:07
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O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, SINTAP, e o Sindicato da Indústria Comércio e Turismo, SICOTUR, entregaram um pré-aviso de greve dos trabalhadores do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) por causa da não publicação da lista definitiva de transição dos trabalhadores para o quadro do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) do IEFP.


O secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), Luís Fortes, fez o anúncio esta manhã, em São Vicente, durante uma conferência de imprensa, onde dá conta que a greve dos trabalhadores do Instituto do Emprego e Formação Profissional, IEFP, começa no dia 18 de março e terá a duração de 48 horas.

Esta decisão é sustentada, segundo este sindicalista, por um abaixo-assinado subscrito por mais de 90% os trabalhadores do IEPF de todos os concelhos onde existe uma delegação e mais os funcionários da sede da instituição na cidade da Praia, Santiago.

O pré-aviso de greve foi entregue ontem à direção geral do Trabalho e ao Conselho Diretivo do IEFP, tendo os motivos, relembrando que no início de dezembro de 2020, por força da marcação de uma greve, o Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) dos trabalhadores foi aprovado e publicado e por força da lei deveria ser publicada a lista de transição, 10 dias após a publicação do PCCS.

Fortes dá conta que passado cerca de um mês, surge uma lista amplamente “desajustada com os acordos acertados e desalinhados com os princípios legais do PCCS agora aprovado, razão que leva os trabalhadores a protestarem publicamente”. E 15 dias depois, após as reclamações dos trabalhadores era suposto, a lista definitiva ser publicada num prazo mais curto possível, como mandam as regras do PCCS.

Acontece que, sustenta Luís Fortes, já se passaram 40 dias sem a publicação da lista de transição dos trabalhadores para o quadro do PCCS do IEFP e “temos informações sobre a data desconexas contraditórias e enganosas”.

Neste sentido, revela que os trabalhadores “desgastados e firmes no propósito de fazer valer os seus direitos nesta luta que já levou muito tempo e desgaste, posicionam-se de forma decisiva e firme para avançar com uma greve de dois dias, caso a lista não for publicada no Boletim Oficial até ao dia 17 de março.

Refere ainda que apesar da luta sindical não funcionar na base dos ciclos eleitorais, temem que a legislatura acabe, sem o fim da caminhada de luta destes trabalhadores para conseguirem os seus direitos.

Embora, informados sobre a possibilidade do processo ser aprovado e homologado pela secretaria de Estado da Modernização Administrativa ainda hoje, diz que os trabalhadores e sindicatos estão cético em relação a estas informações e que não suspendem o aviso de greve enquando não for publicada no BO.

E ainda diz que caso não seja publicada a lista do INMG, os trabalhadores estão preparados para uma nova luta.

EC

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