Manuel d’Novas homenageado em São Vicente com um busto na Avenida Marginal

7/03/2021 16:39 - Modificado em 7/03/2021 16:39
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Depois de ter sido anunciado, há quase dois anos, a Avenida Marginal recebeu na noite deste sábado, o busto de Manuel d’Novas, sem inauguração ou divulgação prévia.

O sítio escolhido pela Câmara Municipal de São Vicente, o passeio na Avenida Marginal em frente ao cais da ilha.

Logo a saída, os visitantes e os passageiros podem dar de caras com uma figura incontornável da nossa cultura, da nossa música, da morna e da coladeira. E, “homenagear Manel d’Novas é homenagear a música de Cabo Verde e, sobretudo, a morna, elevada a Património Cultural Imaterial da Humanidade, em dezembro de 2019”, conforme o ministro da Cultura.

Apesar de ter nascido na ilha de Santo Antão, era considerado um filho de São Vicente, ao ponto de achar que quem ca conchê Mindel, ca conchê “Ess País”.

Em Agosto de 2020, quando foi constatar a fase de acabamento do busto, fundido na empresa COSAN, do Mindelo, e feito pelo artista plástico Rô ‘Interart’ Cruz, voltou a reforçar a ideia de que se trata de um busto em homenagem a uma figura que merece estar num espaço nobre da Cidade do Mindelo. “Este busto é uma homenagem a Manel d’Novas e a São Vicente”.

Manuel d’Novas ficou conhecido essencialmente por ter uma postura crítica em relação à sociedade mindelense, ilha onde vivia e que o adoptou como filho. Outra particularidade do compositor era a sua escrita em crioulo cabo-verdiano.

Da sua vasta obra musical, contam-se temas de grande sucesso como “Nôs Morna”, “Biografia dum criol”, “Stranger ê um Ilusão”, “Lamento d’um Emigrante”, “Apocalipse”, “Cmé Catchorr”, “Cumpade Ciznone”, “D. Ana”, “Ess País”, “Morte d’um Tchuc”, “Nôs Raça” e “Psú Nhondenga”, entre outras composições interpretadas por vários cantores e cantoras cabo-verdianas. As suas composições ganharam projecção internacional através de nomes sonantes da música das ilhas como Cesária Évora, Bana e Ildo Lobo.

Exímio trovador, Manuel Jesus Lopes nasceu em Santo Antão, a 24 de fevereiro de 1938. Morreu em São Vicente, a 28 de setembro de 2009, deixando um vasto espólio artístico que coloca Cabo Verde ao espelho, nas suas singularidades, maravilhas e imperfeições.

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