Titsiana Spnecer: “Beach Vólei pode ser um produto turístico de excelência que Cabo Verde precisa explorar”

6/03/2021 16:38 - Modificado em 6/03/2021 16:38
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A treinador e mentora da Escola de Beach Vólei, Boina, Titsiana Spencer na cidade de Santa Maria, na ilha do Sal, e que tem vindo a lutar para a emancipação desta modalidade através do investimento em atletas adolescentes e jovens, diz acreditar que está-se perante um produto turístico de excelência para a ilha do Sal e para Cabo Verde, mas que não está a ser explorado, nem investido, visto que é capaz de trazer um novo tipo de turista para o país (o turista desportivo).

“Vejo o Beach Vólei como uma outra modalidade que pode trazer isto com a criação de um centro de treinamento na ilha que servisse os interesses nacionais, levando assim a chamar atenção de outro tipo de turista, que é o turista desportivo. Se um atleta da Europa vai para Brasil ou outros países por causa de treinamentos e das condições que estes lugares dispõem, por que não viriam para aqui”, questiona Titsiana Spencer, acreditando que existem no país, sobretudo nas ilhas mais turísticas como Sal e Boa Vista todas as condições necessárias para chegar a tais conquistas.


“A questão é que vejo muita dificuldade numa modalidade que eu acredito poderá ser um produto turístico para a ilha do Sal e para Cabo Verde, porque temos todas as condições possível para isso.
Dou um pequeno exemplo, a Noruega não tem praias balneares como temos aqui, mas a dupla masculina que têm é a melhor do mundo, graças a criação de praias artificiais e condições para chegar a esta etapa. Nós temos praias naturais e não aproveitamos nada desta natureza”, acrescenta, questionado, “qual desporto é que mexe com a economia do país? No momento vejo apenas Kitesurf e exponencialmente o Surf, sendo que o último, os nossos atletas quem representam o país lá fora”.


Subscreve, Spencer reforçando que vê no Beach Vólei um segunda modalidade capaz de trazer alguma economia ao país graças a movimentação turística que poderá despoletar e ainda alerta que “Se não
apostarmos no desporto como profissional, os nossos atletas não irão encará-lo com seriedade. Por ser uma modalidade dupla, que facilita o transporte torna-se mais fácil em termos de custo e logo traz menos
custos e logísticas”.


Titsiana Spencer é atleta nesta modalidade desde dos seus 13 anos, mas por questões de saúde foi obrigada a deixar a prática. Contudo, o amor à modalidade sempre a puxou, pelo que resolveu que iria investir num grupo de jovens que têm vindo a mostrar muito potencialidade, mas sobretudo, por também, acreditar que esta modalidade é uma forma de resgatar muito de alguns jovens que envolvem-se em problemas sociais, tal como fez com ela quando se achava perdida por conta de algumas más decisões da
vida.


“Já há um tempo que me tenho dedicado a trabalhar com os jovens e adolescente afim de desenvolver mais potencialidades e acredito que nós, cabo-verdianos, possuímos 50% de preparo físico para qualquer tipo de modalidade. É impressionante termos miúdos de 5/6 anos com uma força física extraordinária. Então, é um diamante que precisa ser lapidado, principalmente em termos de beach vólei. Eu digo que andamos a
brincar, mas nos últimos tempos andamos a levar a sério.

A treinador da Escola de Beach Volei, Boina, tem uma missão nos próximos dias que é levar as duplas masculino e feminino sénior e júnior para torneio de voleibol na Serra Leoa, uma tarefa que tem trazido algumas dificuldades, sobretudo no sentido de encontrar patrocínios para tal deslocação. Para minimizar os custos tem produzido e vendido sabão natural com ajuda de atletas, amigos e conhecidos visando a angariação de algum fundo para auxiliar na logística.

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