Associação Cabo Verde Empresas pede estado de contingência para São Vicente

3/03/2021 22:56 - Modificado em 3/03/2021 22:57

A justificativa, conforme o representante da Associação Cabo Verde Empresas em São Vicente, é que apesar da prorrogação do estado de calamidade de 18 de fevereiro a 18 de março, devido a situação epidemiológica na ilha, há uma tendência decrescente confirmada neste período até hoje, o que não justifica manter a ilha neste estado.

Para Stefano Spalazzi, delegado da Cabo Verde Empresas em São Vicente, o estado de calamidade na ilha tem afetado ainda mais e de forma grave a economia.

“O contexto europeu também mostra um trend decrescente da dinâmica da pandemia, que faz bem esperar para o reinício da mobilidade aérea”, refere Stefano Spalazi, que diz ainda que foi enviada uma carta aberta dirigida ao governo, em nome dos empresários que fazem parte da associação em São Vicente, pedindo a antecipação do fim do estado de calamidade, restabelecendo o estado de contingência que vai acompanhar a “todos até a normalização global”.

Para este representante, a rede de empreendedores, ativos nas dinâmicas sociais e económicas da ilha, a associação monitoriza em “tempo real a situação atual do país e da ilha de São Vicente no quadro geral e que “é uma atividade que garante a nossa existência como empresas e a vida das famílias que delas dependem”.

E que por vivermos uma dinâmica económica local que requer medidas urgentes para retomar as atividades turísticas, para facilitar os investimentos internos e estrangeiros, para reativar o comércio, num contexto epidemiológico insular constantemente mais normalizado, declara Spalazzi, dizendo ainda que enquanto a ilha for mantida no estado de calamidade, perde-se trabalho e fica difícil sustentar tanta gente se tudo está fechado.

A Associação, criada no início do ano passado na ilha do Sal, originalmente como Sal Empresas, pretende ser uma referência qualificada para as empresas sedeadas em Cabo Verde, através da proposta de iniciativas, projetos e serviços de assistência que possam facilitar o ambiente de negócio e favorecer qualquer tipo de iniciativa que seja de interesse do desenvolvimento económico e social de todos os associados.

E abrange vários sectores de atividade económica e conta atualmente com quase 190 associados nas ilhas do Sal, São Vicente e Boavista.

Elvis Carvalho

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