Possibilidade de circulação da variante inglesa da SARS-CoV-2 em São Vicente preocupa munícipes

2/03/2021 14:10 - Modificado em 2/03/2021 14:10
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Após a garantia ontem dada pelo Ministério da Saúde de que a variante inglesa da SARS-CoV-2 está a circular em Cabo Verde, com dois casos detetados na ilha de Santiago, alguns munícipes da ilha de S. Vicente, abordados pelo NN, mostram-se “bastante preocupados”.

Em declarações ao NN, Jorge Nascimento disse que agora, a “preocupação é maior para todos” porque com a presença dessa nova variante no país, corre-se mais risco de se ter uma “multiplicação de contágios e casos graves”.

Para este nosso entrevistado, mesmo que os dois casos foram registados na ilha de Santiago, a sua alta taxa de contaminação poderá apontar que já esteja também a circular em São Vicente. “Ouvi com muita preocupação ontem esta informação, visto que esta variante do novo coronavírus é mais grave e mais contagiosa e poderá aumentar o número de mortes no país, o que é muito preocupante”.

Já o entrevistado Leandro Silva não se mostra surpreendido com esta informação, entendendo que a abertura de fronteiras aumenta esse risco agora confirmado. “Para um cidadão atento já se sabia que esta possibilidade de termos novas variantes a circular no país era quase de 100%. Devidas as frequentes ligações marítimas e aéreas com a ilha de Santiago, acho que essa nova variante já está também em São Vicente. Acho o nosso país deve agora munir-se com equipamentos para identificar esta variante” sustenta.

As preocupações de resto são generalizadas e aumentam, sendo neste momento uma das notícias mais comentadas no seio dos mindelenses com quem falamos, como é, também, o caso de Maria Andrade. Esta entrevistada que diz que começou, novamente, a ter receio de sair de casa . “O que mais temíamos já está a acontecer. Agora é cada um se precaver e reforçar as medidas de proteção individual. Os casos foram detetados na ilha de Santiago, mas sabemos que pode já estar a circular em São Vicente” assegura esta munícipe, para quem novas medidas devem ser tomadas pelas autoridades com a máxima urgência.

Já Carlos Neves não tem dúvidas que se trata de uma notícia que ninguém queria ouvir, mas aponta que devido a ligações aéreas frequentes com a Europa e a África Continental, era de esperar que uma ou mais variantes do vírus chegassem ao país. “É uma situação nova e que as autoridades sanitárias devem focar toda a sua atenção, porque de acordo com as informações há muito a circular, esta é uma das variantes do vírus muito perigosa e que causa mais mortes. Se a covid-19, em si, já era grave, essas variantes podem vir a causar um colapso no nosso sistema de saúde, algo que não queremos que venha a acontecer” frisa.

De acordo com a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, nos próximos dias a comunicação será reforçada para chamar a atenção da população sobre a nova situação que o país está a viver devido à pandemia da covid-19.

Um estudo divulgado no passado mês de fevereiro pelo governo britânico indica que esta nova variante do novo coronavírus – conhecida como a variante inglesa – pode ser até 70% mais mortal que as anteriores.

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