Mindelenses reforçam apelo de novo estado de calamidade para a ilha de Santiago

28/02/2021 21:56 - Modificado em 28/02/2021 21:56
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Os casos de covid-19 na cidade da Praia e em alguns municípios de Santiago, que é neste momento o principal foco de propagação da doença no país, leva alguns sanvicentinos abordados pelo NN a reforçarem o pedido de novo estado de calamidade para aquela ilha.

Num momento que São Vicente é a única ilha sob vigência do estado de calamidade, que impõe certas restrições a vários níveis, alguns mindelenses mostram-se agastados, sobretudo do sector da restauração e bares, entre outros, pelo facto da ilha de Santiago ser neste momento o principal foco de propagação da doença e não estar inserida nestas restrições.

A ilha de Santiago fecha o mês de fevereiro com 305 casos ativos de covid-19, sendo que a cidade da Praia alberga a maioria destes casos ativos, com 231. Factos que levam ao descontentamento de alguns munícipes sanvicentinos abordados pelo NN.

“Há bem pouco tempo fazia sentido o estado de calamidade em São Vicente. Acho que quando foi concluído a 15 de fevereiro não deveria ser prorrogado, porque os casos diminuíram consideravelmente. Não compreendo o facto de Santiago, mais concretamente a Praia ter mais de duzentos casos ativos e não estar sob o estado de calamidade. É uma injustiça para nós de São Vicente” diz Marcos da Luz.

Por sua vez, Sónia Delgado que é dona de um bar, na mesma linha de pensamento afirma que São Vicente está a viver uma “injustiça”, visto que o justo seria as duas ilhas estarem sob o estado de calamidade, começa por nos dizer. “Para nós estas medidas deixam-nos sufocados. Para o bem da saúde pública, entendemos. Mas é angustiante ver a Praia a ter muitos casos diários e o aumento de casos ativos e as pessoas da restauração e bares a levar a sua vida normal e a tentar recuperar as suas perdas. Sentimo-nos prejudicados com as decisões dos governantes” aclara.

Opinião idêntica tem Nélida Patrícia, que não se revê na decisão tomada pelos governantes e fala em “dualidade de critérios”. “Os nossos decisores estão falhando e não sei qual os objetivo deles. Tomam decisões para o bem da saúde de todos, mas complicam a vida de muitos e deixam outros a viver ao seu belo prazer. Não pode haver dois pesos e duas medidas. Se a situação está caótica em São Vicente, sou da opinião que o estado de calamidade faz sentido, mas a situação na ilha de Santiago está muito mais complicada e todos levam a vida na normalidade” sustenta esta mindelense.

Nas redes sociais muitas são as vozes de descontentamento por parte de sanvicentinos, devido a situação epidemiológica atual, vivida sobretudo por estas duas ilhas que são neste momento os dois principais focos de propagação da doença no país.

As vozes são unânimes e pedem que seja decretado o estado de calamidade também para a ilha de Santiago, que apresenta números preocupantes.

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