Estado vai avalizar empréstimo no valor de 4 milhões de euros e recupera lugar executivo no Conselho de Administração da CV Airlines

26/02/2021 20:21 - Modificado em 26/02/2021 20:21
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O Estado de Cabo Verde assegurou esta sexta-feira, 26, que os acionistas de referência da companhia aérea – Loftleidir Cabo Verde e Estado, chegaram a acordo para que a empresa retome as operações, sendo que o Estado vai avalizar um empréstimo no valor de 4 milhões de euros e recupera um lugar de executivo no Conselho de Administração da Cabo Verde Airlines.

A posição do executivo, através de um comunicado de imprensa enviado ao NN, diz que o Estado vai passar a ter dois administradores no Conselho de Administração da Cabo Verde Airlines “sendo que um deles será executivo e terá poderes amplos” que permitirão ao Estado passar a ter o controlo financeiro da empresa.

O Conselho de Administração passará a ser a composto por cinco administradores, sendo três nomeados pela Loftleidir/Grupo Icelandair e dois pelo Governo. Um dos nomeados pelo Governo será Administrador Executivo com o pelouro financeiro e terá poderes amplos para a aprovação de todos os pagamentos na empresa. As decisões estratégicas, designadamente a definição da frota de aviões e de novas rotas, os Business Plans da empresa passarão a ser aprovados por maioria de 4/5.

“As empresas e entidades associadas aos dois acionistas de referência e que sejam credoras da TACV deverão proceder a uma redução da dívida da empresa, permitindo um desafogo financeiro da empresa. Paralelamente, negociações com outros credores estão em andamento procurando o mesmo objetivo” diz o comunicado.

Nesta senda afirma que as tarifas de leasing praticadas até o presente momento deverão ser alvo de uma redução a partir da entrada em vigor deste Acordo e os três contratos de leasing darão lugar a dois contratos e consequentemente a frota passará ser composta por duas aeronaves.

“A empresa deverá recentrar os seus objetivos e metas, bem como o seu mercado-alvo nos próximos 12 meses, privilegiando as rotas para os países de acolhimento dos nossos emigrantes e os países emissores de turistas, designadamente Portugal e Estados Unidos” assegura.

Conforme a mesma fonte a TACV deverá necessitar de uma “injeção de capital fresco para o reinício das operações”, designadamente, para financiar parte do saldo operacional negativo estimado, por um período de 5 meses.

“Para o efeito a TACV recorreu à banca nacional para a mobilização desse financiamento. O Estado deverá garantir os empréstimos mediante a emissão de avales. O primeiro aval de 4 M€ emitido a favor do BCN será efetivado ainda hoje” conclui.

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