Amadeu Oliveira abandona sala de julgamento para ir defender Arlindo Teixeira no STJ

25/02/2021 15:47 - Modificado em 25/02/2021 15:47

O advogado Amadeu Oliveira decidiu esta manhã abandonar a sala do julgamento, depois de a juíza, mudar de sala e prosseguir o julgamento do arguido sem a presença do público, tendo este saído para ir defender o emigrante Arlindo Teixeira no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

“Uma vez que a assistência do público não é decidida pela juíza mas sim pela Constituição da República. Há uma sala grande onde estava a ser julgado estes dias completamente vazia, portanto, se a juíza não descer para eu ser julgado nessa sala, com a presença do povo, não irei entrar”, expôs o advogado à imprensa.

Perante a sua insistência e porque as pessoas permaneceram em frente ao tribunal, a juíza resolveu mudar de sala, permitindo que a audiência fosse pública, mas duas horas depois ainda não tinha dado entrada na sala.

Agastado tanto com o atraso da juíza, quanto com a postura do STJ, Amadeu decidiu então abandonar a sala para ir defender o seu cliente no Supremo, avisando que o poderiam mandar prender nas instalações da instância maior da Justiça.

Só que, o mesmo aconteceu no STJ, onde não permitiram a entrada de pelo menos cinco pessoas e a sua equipa de advogados, por isso recusou entrar sozinho. “Entrei agora no módulo de resistência”, disse.

Mais de uma hora depois a juíza não tinha entrado na sala enquanto ao lado, no STJ, decorria outro desentendimento, visto que os juízes-conselheiros queriam que Amadeu Oliveira entrasse sozinho, sem os advogados que o acompanham nem pelo menos cinco pessoas, como exigiu.

“A ACP é pública, mas querem que decorra em segredo, sem testemunhas, mesmo sabendo que a lei obriga a que tenha presença do público.”

Amadeu Oliveira está a ser julgado pelo 4º Juízo-Crime do Tribunal da Praia por 14 crimes de ofensa contra juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

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