São Vicente: Incêndio em Ribeira de Craquinha deixa duas irmãs sem nada

24/02/2021 23:03 - Modificado em 24/02/2021 23:03

Um incêndio na zona de Ribeira de Craquinha em São Vicente, atrás das casas sociais deixou duas irmãs completamente desabrigadas. A casa de chapa ficou completamente destruída e ambas perderam tudo o que tinham dentro do local. Os eletrodomésticos, móveis, roupas, documentos, livros e demais materiais escolares.

Em entrevista, relatam que o ocorrido aconteceu estavam as duas em Santo Antão, de visita a familiares, já que a mais nova, estudante universitária, está de férias e a outra, Rosalinda Fortes, em layoff, foram passar uns dias à ilha natal.

Na madrugada de terça-feira para quarta-feira, foram contactadas por um vizinho, dando conta que a sua casa tinha pegado fogo.

Desesperadas, retornaram logo na primeira viagem e encontram o local completamente em cinzas. Apenas as chapas escaparam.

“Fomos contactadas as três da madrugada, mas conseguimos chegar a São Vicente de manhã e encontramos apenas as cinzas. Ficamos com as roupas que tínhamos levado na viagem, que não eram muitas”, desabafa uma das jovens.

Com a pandemia, conta esta, resolveram, em dezembro, construir a casa no terreno que fica numa encosta, para fazer face às dificuldades financeiras.

Uma decisão, que no início foi difícil, mas optaram por esta via, para que a irmã de 21 anos, Nídia Fortes continuasse os estudos. E agora não só perderam o lar, como perderam todas as roupas, documentos e móveis.

Os bombeiros não sabem precisar as causas do incêndio, mas as jovens não descartam nenhuma possibilidade. “Quando regressamos fomos a polícia, que nos informou ter conhecimento da ocorrência. Foram informadas que o fogo começou de dentro, mas a casa esteva fechada e não tinha nada que despoletasse o fogo. A botija de gás foi recuperada intacta”.

Agora com a casa em cinzas e sem um lugar para onde ir, Rosy como é conhecida, diz que contactaram os serviços sociais da Câmara Municipal, em busca de um abrigo temporário, mas não conseguiram nada.

“Quando chegamos ali, disseram que não tinham um quarto para nos disponibilizar e que temos família em São Vicente”, mas com esta pandemia está complicado para todos, lamenta esta jovem mostrando a sua incompreensão por numa situação destas os serviços sociais da CMSV não ter um quarto para, temporariamente, alojar duas pessoas numa aflição como esta.

“Tudo que tinha ali dentro era fruto do meu trabalho, nunca pedi nada às autoridades sociais, mas agora que precisamos realmente esta é a resposta que temos”.

A viver em São Vicente há três anos, estas duas irmãs, uma a estudar e a outra a trabalhar mudaram-se para este local para cortarem nas despesas, mas tudo que tinham dentro dela, eletrodomésticos, roupas, documentos ficou completamente destruído.

Elvis Carvalho

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