Estados Unidos vão colocar bandeiras a meia haste pelos 500.000 mortos

22/02/2021 22:03 - Modificado em 22/02/2021 22:03

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai ordenar que as bandeiras dos edifícios federais fiquem a meia haste, para assinalar a iminente ultrapassagem de 500.000 mortes com a Covid-19 no país, anunciou a Casa Branca.

© Getty Images

“O Presidente Biden vai ordenar que todas as bandeiras em propriedades federais fiquem a meia haste nos próximos cinco dias”, anunciou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, durante a conferência de imprensa diária.

O despacho será emitido durante uma cerimónia, na qual Biden pronunciará algumas palavras em memória dos 500 mil mortos com covid-19 no país, número que será alcançado nas próximas horas, segundo as projeções da Universidade Johns Hopkins.

Este marco de meio milhão de mortes – mais do que as mortes em qualquer guerra em que os Estados Unidos participaram, com exceção da guerra civil (1861-1865) – torna o país o mais afetado pela pandemia em todo o mundo, com mais do dobro do número de mortes com a covid-19 do que a segunda nação com mais óbitos, o Brasil.

Para homenagear os falecidos, Biden e a vice-Presidente, Kamala Harris, participarão numa cerimónia solene em que serão acesas velas à entrada da Casa Branca e será respeitado um minuto de silêncio.

Biden também se dedicará a “sublinhar a magnitude da perda que este marco representa para o povo americano, para tantas famílias em todo o país”, explicou a porta-voz da Casa Branca.

Embora durante o primeiro mês de mandato de Biden o ritmo de mortes diárias tenha diminuído e a campanha de vacinação acelerada, a Casa Branca insiste que ainda há um período muito difícil pela frente.

“Ainda precisamos de meses e meses de trabalho e sacrifícios para superar a pandemia”, concluiu Psaki.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.466.453 mortos no mundo, resultantes de mais de 111 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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