SOKOLS aponta “abuso de poder” e “desaforo” como causas da detenção do advogado Amadeu Oliveira- c/vídeo

22/02/2021 20:37 - Modificado em 22/02/2021 20:37

A concentração do Movimento Sokols 2017 junto do Tribunal em São Vicente por uma maior transparência na justiça cabo-verdiana e a favor do advogado Amadeu Oliveira, juntou cerca de pouco mais de duas centenas de pessoas que se aliaram à causa em defesa de uma maior justiça no país.

Sendo bastante criticada, a justiça, conforme o líder do SOKOLS, precisa de uma maior atenção por parte do Presidente da Republica, Governo, deputados e dos próprios tribunais

Salvador Mascarenhas que falava à imprensa durante a manifestação, diz que este evento pacífico, serviu para mostrar também a indignação sobre o estado da justiça no país. “Uma iniciativa cidadã, essencialmente para demonstrar de facto a indignação sobre o Estado da Justiça em Cabo Verde e aproveitando o julgamento de Amadeu Oliveira, para mostrar com mais força que de facto não estamos contente com a situação da justiça no país”, critica Mascarenhas que dúvida que alguém neste momento esteja satisfeito com a situação da justiça em Cabo Verde.

Por isso defende maior participação em atividades cívicas de forma a pressionar as autoridades, numa maior transparência judicial. E acredita que a melhor forma de isso acontecer é a sociedade civil juntar em actos, para que seja tomada uma decisão nesta situação grave que precisa  ser resolvida.

Questionado sobre os resultados práticos das manifestações, Mascarenhas diz que vão surgindo e que a soltura do Amadeu Oliveira, é um desses resultados. “Não entendemos porque foi preso, para comparecer ao seu julgamento e solto, para comparecer no dia seguinte”, questiona este activista.

A sua detenção, aponta, foi “um abuso de poder” e diz que isso precisa mudar. “Quando nada acontece quando um juiz abusa do seu poder. Quando nunca no país um foi preso por isso, questionamos a legitimidade da justiça”, reitera.

A concentração ficou ainda marcada pelo desabafo do pai do agente da polícia nacional Hamilton Morais, baleado na Cidade da Praia, no dia 29 de outubro do ano passado. Joaquim Morais acusou as autoridades de terem agido a favor do responsável pela morte do filho.

Elvis Carvalho

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