Santo Antão: CPR do PAICV demarca-se da lista para legislativas

22/02/2021 18:00 - Modificado em 22/02/2021 18:00
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A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV, em Santo Antão, demarcou-se esta segunda-feira, 22, da lista para legislativas, por sentir-se “desconsiderada e excluída do processo”, da forma como está sendo conduzido, bem assim da lista elaborada nessas circunstâncias.

A posição é do presidente da CPR, Saturnino Baptista que em conferência de imprensa, realizada esta segunda-feira, 22, em Santo Antão, declarou que o descontentamento da CPR, vem na sequência da mudança feita pela Comissão Política Nacional (CPN) na lista, incluindo 3 outros nomes, para os lugares cimeiros da lista, nomes que antes não constavam da referida lista.

“Ao tomar conhecimento da decisão a CPN na sua reunião do dia 26 de janeiro de 2021, analisou demoradamente a decisão que alterava os três primeiros nomes, por coincidência igual ao número de deputados que o PAICV elegeu em 2016, alterando radicalmente a proposta da CPR, excluindo nomes e introduzindo outros que nem faziam parte da referida proposta, e estranhamente, nenhum membro da CPR, nenhum membro dos três conselhos de Sector na ilha, nem mesmo o deputado, ainda em exercício de funções, mereceu um lugar cimeiro na lista” explica.

Nisto aclara que “pior ainda para o caso do Paul”, em que dos 4 nomes indicados pelo sector e propostos pela CPR, nenhum mereceu a escolha da CPN porque esse lugar, “afinal já estava reservado para um camarada que, por residir fora, não tem participado nas lides do partido, nem tem participado nos processos eleitorais, incluindo as campanhas”.

“Estes factos demonstram uma total perda de confiança nas estruturas regionais por parte da CPN, o que para os seus membros representa uma ruptura brusca e significativa, provocando desmotivação e desinteresse no seu seio” assegura a mesma fonte.

Nesta senda, Saturnino Baptista, diz que foi produzido uma deliberação, “fundamentada e votada por unanimidade pelos doze membros presentes na reunião, discordando da metodologia utilizada e apelando a CPN”, para abertura de um espaço de diálogo e concertações para discussão da proposta, na sua totalidade, visando os “entendimentos possíveis e necessários para a formatação de uma lista que melhor servisse os interesses e objetivos do Partido”.

“Infelizmente, volvido todo esse tempo, a CPN entendeu não responder à nossa comunicação, ignorar o apelo da CPR, mantendo a sua decisão, fugindo a qualquer tipo de diálogo com a CPR, do mesmo passo que o cabeça de lista e os nomes já aprovados desdobram-se em contactos para formatação da lista e montagem da estrutura de campanha, ignorando completamente a Comissão Politica Regional” salienta.

Por isso, a mesma fonte afirma que a forma como tem sido conduzido o processo representa “uma total desconsideração, desrespeito e marginalização das estruturas regionais” e que “inviabilizada qualquer possibilidade de diálogo para tratar essa questão internamente, a CPR-SA, na sua maioria, sente-se desconsiderada e excluída do processo, pelo que não lhe resta outra saída, senão demarcar-se da forma como o processo está sendo conduzido, bem assim da lista elaborada nessas circunstâncias”.

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