S. Vicente: Assembleia Municipal aprova Orçamento e Plano de Atividades

22/02/2021 17:41 - Modificado em 22/02/2021 17:41

O Orçamento e o Plano de Atividades da Câmara Municipal de São Vicente para 2021, foram aprovados, hoje, na Assembleia Municipal, com 9 votos do MpD a favor, 3 contra do PAICV e 9 abstenções (7 da UCID, 1 do MIMS e 1 do PAICV).

Estes dois instrumentos, aprovados pela Assembleia Municipal de São Vicente, que se reuniu hoje em mais uma sessão ordinária, conforme o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, vai contribuir para a edilidade continuar a trabalhar de acordo com as possibilidades do momento vivido, sobretudo pela crise sanitária despoletada pela Covid-19.

“No momento em que vivemos, muitas famílias passam por grandes necessidades. Os planos sociais são para nós de maior importância. Este é um orçamento bom, dentro daquilo que a Câmara pode oferecer, executar e arrecadar. Devido a pandemia e outras circunstâncias, esperamos tudo fazer com o apoio de todos os partidos, a bem da qualidade de vida da população sanvicentina” salienta Augusto Neves. 

O mesmo assegura que as abstenções e os votos contra mostram o quão duro foram estes três dias de trabalho na Assembleia Municipal, mas diz-se confiante que a edilidade irá ultrapassar as “situações difíceis” e “resolver tudo aquilo que é possível, para que realmente a Câmara siga sempre no pódio, ajudando as pessoas mais necessitadas”, com intuito de organizar e “melhorar as condições gerais da ilha a bem do seu desenvolvimento e sustentabilidade”.

Mas, para já este é um orçamento que, conforme o líder da bancada da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), Jorge Fonseca, não satisfaz as necessidades do povo da ilha, mas que o voto de abstenção serve para dar o “benefício de dúvida” à edilidade, tanto ao Plano de Atividades como do Orçamento.

“Não somos a favor deste Orçamento. Porém acreditamos piamente que o presidente da Câmara vai atribuir a delegação de competências aos nossos vereadores e esses irão trabalhar, mergulhados numa profunda crise económica e social agravada pela covid-19 e sem nenhum sinal de retoma, no sentido de rentabilizar os recursos. São Vicente já sofreu demais” refere.

O mesmo sustenta que a UCID fez uma série de propostas para que o orçamento pudesse ser viabilizado e acredita na execução delas, principalmente na asfaltagem do anel rodoviário Chã de Cemitério/Chã de Marinha/Craquinha.

Já o líder da bancada do PAICV, Jean Cruz, explica que o voto contra o orçamento e plano de atividades para este ano, vai no sentido de que não chegará para “resolver todos os problemas da ilha neste momento”, vislumbrando “deficiências em vários aspetos” como o desemprego que não está plasmado no orçamento.

“O orçamento para nós não é realista. É extremamente exagerado o mapa de despesas com o pessoal. Dificilmente as rubricas para arrecadar receitas serão cumpridas, desde logo irá inflacionar a curto prazo. Não há nada no orçamento que estimule a economia, não há sequer um único projeto.” reitera.

Por sua vez, Albertino Goncalves, deputado do Movimento Independente Más Soncent (MIMS), sustenta que o voto de abstenção, é porque o orçamento “não tem o impacto desejável na vida das pessoas e nem está focado na alavancagem da economia”.

“Votamos abstenção para darmos a possibilidade de não entrarmos nos duodécimo, devido a situação pandémica e não agravar a situação socioeconómica” materializa.

O líder da bancada do MpD (Poder), Flávio Lima, única que votou a favor do Orçamento e Plano de Atividades, considera que este é “realizável, coerente, possível e muito participativo de todas as bancadas da Assembleia Municipal.”

“Um orçamento de rosto humano focado nas pessoas e famílias. Com um pendor social muito forte e que irá manter as infraestruturas sociais” frisa Flávio Lima, que garante ainda que o apoio aos alunos da ilha vão continuar.

“Isso é investir nas pessoas e nas famílias. Manter o programa de calcetamento e arruamento, porque muda a ilha. Habitação social é uma preocupação da Câmara, porque é grave. Dado ao contexto atual este orçamento é possível e ambicioso” diz o líder da bancada do MpD.

O mesmo conclui referindo que o foco são as pessoas e as famílias e que as revindicações em termos do emprego e da empregabilidade são também preocupações do seu partido.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.