Detenção de Amadeu Oliveira: UCID defende que o advogado nunca recebeu notificação oficial para comparecer no tribunal para julgamento

21/02/2021 23:46 - Modificado em 21/02/2021 23:46
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A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), mostra-se indignada pela forma como o processo de detenção do advogado Amadeu Oliveira vem sendo conduzido e exorta as autoridades a cumprirem a lei.

Amadeu Oliveira foi detido no final da tarde de sábado, na Cidade da Praia, pela Polícia Nacional, perante a não comparência do arguido, nos dias 6, 7 e 8 de janeiro ao julgamento onde está acusado da prática de 14 crimes de ofensa contra juízes do Supremo Tribunal de Justiça. Perante a ausência do arguido, o tribunal reagendou a audiência com início no dia 22 de fevereiro.

O líder da UCID, António Monteiro, defende que o advogado, em nenhum momento recebeu uma notificação, para comparecer esta segunda-feira, 22 de fevereiro, no 4º Juízo do Tribunal da Praia e por não ter sido notificado, Monteiro entende que esta não é a forma como a justiça deve ser feita no país.

Para o António Monteiro, a por estarmos num Estado de Direito Democrático, defende que todas as regras devem ser cumpridas não devendo, em nenhum momento, ficar impune qualquer que seja a ação de qualquer cidadão ou de autoridade e instituição, e entende que aquilo que tem vindo a acontecer, o que designou da “novela Amadeu”, não tem sido conduzido da melhor forma.

Relembra que em 2019, no Parlamento no debate sobre o Estado da Justiça no país, a UCID questionou as razões das denuncias feitas por Oliveira e “dissemos na altura, que caso este cidadão estivesse a faltar a verdade e deturpar questões judiciais deveria ser preso e julgado para que a justiça se fizesse sentir e, caso as suas denuncias tivessem alguma verdade, os prevaricadores deveriam ser chamados à atenção e punidos com base nas leis vigentes” e que passados mais de um ano, esta “novela” continua a desenrolar, com mais um episódio na detenção do advogado este fim de semana.

 E o que se assistiu, no momento da detenção, classificou de “vexame nacional e vergonha nacional, para os cidadãos e para a própria justiça”.

O advogado Amadeu Oliveira, defende Monteiro, teve conhecimento do julgamento através dos órgãos de comunicação e em nenhum momento foi notificado. “Mas foi detido para comparecer no julgamento esta segunda-feira” e considera que estas questões devem ser tratadas com transparência para que o povo entenda a situação.

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