Sessão da Assembleia Municipal de São Vicente suspensa para “concertações necessárias”

19/02/2021 23:29 - Modificado em 19/02/2021 23:29

Foi suspensa na tarde desta sexta-feira, 19, a sessão ordinária da Assembleia Municipal de São Vicente, por proposta da UCID, para que os partidos possam fazer as “concertações necessárias e retificações” e chegar a um entendimento sobre o Orçamento e Plano de Atividades para o corrente ano.

A primeira sessão ordinária da Assembleia Municipal após as eleições de 25 de outubro, onde o MPD conseguiu a maioria relativa, a oposição (UCID, PAICV e MIMS) mostrou-se divergente sobre alguns pontos do orçamento, o que levou a sessão a ser suspensa por pedido da UCID e retomada na segunda-feira, 22, para que os lideres das bancadas em conjunto com o edil Augusto Neves possam reunir na manhã deste sábado, 20, para concertar alguns pontos e assim viabilizar o Orçamento e Plano de Atividades.

O líder da bancada da UCID, Jorge Fonseca, foi quem deu o mote para que a sessão fosse suspensa e realça que a “geringonça não está afinada” na AM, entendendo que se tem de mudar a cultura, visto que neste mandato a Assembleia Municipal está “mais democrática” e que por isso terão de ser “aceites”. “Há uma certa resistência em aceitar os nossos subsídios e contributos que podemos dar” enfatizou.

“Realmente, hoje foi difícil no sentido de tentar um consenso em termos do orçamento, não obstante o orçamento que ainda carece de algumas reparações técnicas que o presidente já aceitou e por isso adiamos a aprovação para segunda-feira, para que haja um entendimento em forma de apreciação do plano de atividades. Existem algumas coisas que nós exigimos que estejam no orçamento, por exemplo a asfaltagem do anel rodoviário Chã de Cemitério/Craquinha que é uma revindicação da população” sustentou o mesmo vincando ainda questões por resolver nos Bombeiros Municipais e na habitação social.

“Se a CMSV aceitar as nossas preocupações e inquietações, algumas rubricas que também carecem de explicações, se forem atendidas vai haver um aval da UCID, quer dizer que estão de acordo com os interesses dos munícipes” concluiu.

Já o líder da bancada do PAICV, Jean Cruz, vincou que deve haver “cautela” em apresentar um instrumento que vai “influenciar com a vida dos munícipes”. Ao analisarmos o documento registamos algumas incongruências, visto que não há cruzamento dos números e não houve respostas às nossas preocupações” frisou.

“Caso o orçamento não sirva ao munícipe podemos votar contra e não há problema nenhum. Podemos abster-nos ou viabilizar se as correções forem feitas”.

Por sua vez Flávio Lima líder da bancada do MPD (poder), entendeu que a suspensão foi o melhor caminho para que possam ser feitas as concertações com os outros partidos e fazer os arranjos necessários.

“Estamos abertos a acolher sugestões e achamos que já é tempo de retomarmos o funcionamento normal da câmara, porque estamos numa situação difícil de calamidade. Pensamos que neste momento seria de bom tom os eleitos aprovarem os instrumentos e não deixar São Vicente um ano ou mais em gestão corrente ou em duodécimos. A proposta da UCID é no sentido de fazermos reajustes e acho que havendo boa-fé o orçamento poderá ser aprovado na segunda-feira” sustentou Flávio Lima.

O líder da bancada do Movimento Mas Soncent (MIMS), Albertino Gonçalves, levantou dúvidas em torno do orçamento e garantiu que não vai satisfazer as necessidades dos munícipes. “O orçamento em si já é reprovável” materializou.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, por sua vez, referiu que a câmara está “sempre muito aberta” e que por estarem em início de mandato é normal haver dúvidas sobre os mapas.

“O orçamento apresenta diferenças pequenas das propostas dos outros partidos e acho que nós vamos chegar a um entendimento, desde que haja um consenso geral. São Vicente habituou-se sempre em ter uma assembleia plural. Estou tranquilo.”, salientou o mesmo relembrando que é a segunda vez que está a governar com maioria relativa.

Por isso, diz que o encontro deste sábado será benéfico para que possa explicar detalhadamente os números do orçamento. Por outro lado, diz que o povo quis assim e “há que aceitar, porque enriquece”. “Acho que não há discrepância e que o orçamento será aprovado e estamos otimistas e queremos que ter este orçamento aprovado para trabalharmos, porque a duodécimo é neste momento complicado. Torna-se extremamente difícil se não for aprovado” declarou o edil.

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