Augusto Neves vê com normalidade a prorrogação do estado de calamidade em São Vicente

19/02/2021 15:30 - Modificado em 19/02/2021 15:30

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, assegurou hoje que a prorrogação do estado de calamidade na ilha, por mais 30 dias, anunciado pelo executivo, foi uma medida “certamente tomada com ponderação” por parte das autoridades sanitárias.

Augusto Neves que reagia à prorrogação do estado de calamidade na ilha, apontou que o Governo tem feito as suas análises, visto que estamos numa fase “extremamente difícil”, tanto a nível nacional como internacional da pandemia da covid-19.

“Penso que qualquer medida tomada é ponderada. Confiamos nas instituições, como o Ministério da Saúde, Direção Geral de Saúde, em tudo aquilo que são normas que nos dão para termos cuidados” sustentou Neves, que no entanto, esclareceu que ainda não teve tempo para ponderar sobre este assunto, devido aos trabalhos à volta da aprovação do orçamento que decorrem na Assembleia Municipal. 

“Queremos e preferimos ter saúde e dar continuidade ao desenvolvimento deste país. As medidas tomadas pelo Governo e as orientações dadas pela Delegacia de Saúde, teremos que analisa-las com alguma tranquilidade e calma, porque é sempre em benefício do munícipe” acrescentou.

Com a prorrogação do estado de calamidade, a situação económica da ilha certamente será afetada mas, o edil garantiu que o montante do orçamento que ultrapassa um bilhão de escudos, servirá para movimentar a economia sanvincentina.

O mesmo referiu que a intenção passa por aprovar um “orçamento forte, mas ponderado” para seguir “injetando e dinamizando” a economia de São Vicente.

“Algumas aéreas teremos que ter alguma atenção especial, como dos agentes de cultura, desportos que são as áreas que foram das mais afetadas. Temos muitos artistas que neste momento não tiveram rendimentos como por altura do carnaval, e a câmara tem investido muito no carnaval. Junto a parceiros vamos ver o que é preciso ser feito porque sabemos que foi um setor que está bastante tempo parado” ressalvou.

Nesta senda, sustentou que a edilidade vai chamar todos os agentes do carnaval para uma conversa e assim saber o que é preciso ser feito. “Ouvir as suas opiniões e ver o que poderemos fazer para terem um sustento e irem ultrapassando as dificuldades, até a normalização da situação sanitária em Cabo Verde” concluiu.

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