PAICV: Alcides Graça coloca cargo de presidente da CPR à disposição e abandona lista de candidatos à Assembleia Nacional por São Vicente

19/02/2021 12:29 - Modificado em 19/02/2021 12:29
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O presidente da Comissão Politica Regional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, decidiu sair da lista de candidatos à Assembleia Nacional pelo circulo eleitoral de São Vicente para as legislativas de 18 de abril e, ao mesmo tempo, colocou o cargo de presidente da Comissão Politica Regional (CPR) à disposição.

Na base desta decisão “angustiante”, a forma como a região política de São Vicente foi tratada, bem como as imposições a que foi submetida, justifica Alcides Graça, acrescentando que esta decisão foi tomada tendo em conta a dignidade desta região.

“Tomei esta decisão, não pelo facto de ter sido atirado da primeira para a quinta posição da lista, mesmo sendo um lugar elegível, atrás de um independente, mas em nome do apreço e consideração que a Comissão Política de São Vicente me merece”.

Apesar desta decisão de abandonar a lista e colocar o cargo à disposição, diz que vai continuar a conduzir interinamente os destinos do partido na ilha, até às eleições de abril, já que o objetivo não é criar instabilidade, mas sim tomar uma posição.

E que mesmo não tendo sido convidado para fazer parte da direcção da campanha, liderada por Manuel Inocêncio, pela “lealdade ao PAICV”, diz-se totalmente disponível para ajudar o partido nas ações de campanha que lhe for solicitado.

Uma decisão que segundo o mesmo, não tem nada a ver com o partido em si, mas porque a Comissão Politica Nacional, negou-se a qualquer cenário de negociação em tão “delicado e complexo processo” e mesmo quando foi enviada uma moção de rejeição, aprovada por 10 de seus 13 membros presentes, da lista alterada, e sobretudo, após a presidente do partido ter estado por duas vezes na ilha, e nunca foram levados em conta.

Graça mostra-se desapontado com a Direção Nacional, alegando que até a data, não consegue explicar esta atitude, que por duas vezes, deixa a região política de São Vicente, nesta posição de indiferença. “Em 2016 aconteceu quase que a mesma coisa”.

“Estamos perante uma lista imposta à revelia e à margem dos estatutos do partido”, refere o presidente da CPR de São Vicente, dizendo, também, que os nomes do mandatário e a direção de campanha, foi-lhes simplesmente comunicado e que estas decisões “musculadas e unilaterais”, condenam a região política de São Vicente a um “absoluto ostracismo político”, aponta.

Elvis Carvalho

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