São Vicente/PAICV: “Falta de respeito e desmerecimento” colocam CPR e Direção Nacional de costas voltadas

15/02/2021 16:12 - Modificado em 15/02/2021 16:12
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Em causa a alteração da lista da Comissão Politica Regional, CPR do Partido Africano da Independência de Cabo Verde,  PAICV, que foi completamente alterada e que deixou de fora o presidente da CPR do partido em São Vicente, bem como outros elementos propostos. E ainda a falta de participação na ilha na escolha dos membros que vão dirigir a campanha eleitoral.

A Comissão Política Regional do PAICV, mostra-se publicamente contra as alterações feitas na proposta da lista dos candidatos para o circulo eleitoral de São Vicente para as eleições legislativas de 18 Abril 2021.

A CPR manifestou esta manhã a sua posição numa conferência de imprensa, onde a vice presidente, Arlinda Medina, considerou um descaso e flagrante desrespeito a que esta comissão política foi submetida, por parte da liderança nacional do partido. “É legitima a nossa indignação por tão flagrante humilhação e insubordinação imposta a São Vicente, desmerecendo a sua grande importância no cenário político nacional pelo que, a rigor, nos demarcamos desta lista”, afirma Medina.

Por isso, diz que foi assinada uma moção de rejeição pela lista imposta unilateralmente pela Comissão Politica Nacional, CPN, com votos da maioria dos membros deste órgão e com consenso, solicitando à presidência a abertura de negociações num “processo desta envergadura, pertinência e complexidade” e que até a data de hoje, mais de 20 dias, nem sequer dignaram acusar a receção “desta importante missiva da região política de São Vicente e muito menos responde-la”, lamenta.

“Um ato de descaso e flagrante desrespeito a que esta comissão política regional foi submetida e consideramos legítima a nossa indignação por tão flagrante humilhação e insubordinação imposta a São Vicente, desmerecendo a  sua grande importância no cenário politico nacional pelo que a rigor nos demarcamos desta lista”.

No entanto, a número dois do PAICV em São Vicente esclarece que, embora a ilha do Monte Cara, não tenha “tido nem achado”, na elaboração das listas, bem como escolha de quem vai dirigir o processo eleitoral, Manuel Inocêncio para diretor de campanha e Graciano Nascimento para mandatário, Arlinda Medina diz que a CPR demarca-se da lista, não porque houve alterações, mas sim por não concordar com o modo “arbitrário e unilateral” como o processo foi conduzido pela Comissão Politica Nacional, que levou a alteração do alinhamento dos seis primeiros nomes da lista proposta por São Vicente.

Também diz que a CPR de São Vicente continua leal ao partido, sem mencionar a liderança, e mostra-se disponível para colaborar durante a campanha nacional.

Os factos

Arlinda Medina relembra que a CPR de São Vicente, seguindo as orientações superior, emanadas pela direção nacional do partido e nos estrito cumprimento do estatuto do partido no artigo 73 alínea C, elaborou a sua proposta de lista para as referidas eleições. “Os sectores norte e sul da região foram auscultados e as respetivas propostas enviadas à CPR, que por sua vez votou individualmente, respeitando fiel e escrupulosamente os resultados expressos pelos voto e procedeu-se à ordenação da lista por São Vicente” explica.

E que no dia 7 apresentou a proposta dos integrantes das listas e para surpresa da CPR, e sem que nada fizesse prever, a lista foi alterada na reunião da Comissão Política Nacional, do dia 16 janeiro, sem que tivesse havido uma única articulação ou coordenação com a região política de São Vicente. “Aliás curiosamente foi alterada e surge nos órgãos de comunicação, e foi oficialmente comunicada a 18 de janeiro.

De acordo com esta representante do partido, as alterações foram profundas, tendo a direção nacional alterado o nome do cabeça de lista proposto, Alcides Graça, bem como outros cinco elementos.

“O numero global de deputados para o circulo eleitoral de São Vicente que doravante passa a ser de 10 e não de 11, sendo que o máximo que o partido tem conseguido eleger, quando na sua melhor performance, são seis deputados, rapidamente que a proposta de São Vicente foi absolutamente ignorada”, critica a vice presidente da CPR, que não encontra explicação para esta situação.

Elvis Carvalho

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