Honky Tonk Jazz Band rendida à Morna

15/02/2021 00:01 - Modificado em 15/02/2021 00:02

A Covid-19 fez com que banda de jazz ficasse retida por mais um mês no país, aproveitando esta estadia forçada para participar em projetos artísticos a realizar na ilha de S. Vicente.

Após uma semana de intercâmbio cultural e artístico entre a Casa das Artes do Mindelo e a banda Honky Tonk Jazz, no Manuel de Novas Café, a porta-voz da banda diz-se gratificada por aprender a tocar a morna e a sua envolvência com os artistas locais.

Lise Dieumegard, mostra-se gratificante esta experiência com músicos locais e pela forma como percebeu que a morna invade o coração de quem a canta. “Ela tem o seu lugar cativo no coração dos cabo-verdianos e sinto-me contente por a terem partilhado comigo”, dizendo-se contente e orgulhosa.

 Este projeto que une arte, jazz tradicional de New Orleans e vela, organizado por dois dos tripulantes do catamarã, o Bots, capitão e músico, e a Soizic Séon, pintora e organizadora de projetos culturais e marítimos. É um projeto aberto que reúne e hospeda vários artistas internacionais que estão sempre em mudança e envolve de 3 a 8 músicos que partilham sempre o jazz e blues tradicionais. Até agora, 13 nacionalidades diferentes estiveram representadas na banda.

Com o itinerário originalmente traçado rumo ao Brasil, optaram agora ficar mais um mês no país devido a situação de pandemia que aquele país vive neste momento, refere Lise Dieumegard.

Este projeto navegante que já esteve em turnê nas ilhas do Caribe e em Nova Orleans no inverno de 2017-2018, cruzou o Oceano Atlântico na primavera de 2018 tocando em festivais e shows nos Açores, Irlanda, Bélgica e França no verão, continuando pela Galiza, Portugal e Ilhas Canárias.

Entrou no mar Mediterrâneo na primavera de 2019 e neste inverno 2020/2021, o veleiro volta a percorrer o oceano Atlântico: ilhas Canárias, Cabo Verde, Guiana e Antilhas.

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