FAO quer levar água a 120 famílias cabo-verdianas afetadas pela seca

11/02/2021 23:51 - Modificado em 11/02/2021 23:51
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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) vai financiar Cabo Verde com mais de meio milhão de euros em dois projetos para mobilização de água para agricultura, prevendo beneficiar 120 famílias afetadas pela seca.

Segundo a FAO, “face aos desafios colocados pela escassez de água e à pandemia da covid-19”, o Governo de Cabo Verde preparou um plano de resposta, apoiado pela agência das Nações Unidas.

Este plano, inclui “garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias que vivem em condições de pobreza e pobreza extrema. Tal passa por um denominador comum: a água. Seja pela sua mobilização e distribuição para a agricultura e a pecuária, seja pelo abastecimento de água potável para a população, tendo sempre em conta a sua gestão eficiente”, sublinha a representação da FAO, numa nota enviada à imprensa.

Cabo Verde enfrenta uma seca prolongada, há mais de três anos, tendo o Governo desenvolvido vários projectos para mobilizar água de forma alternativa.

Neste acordo, o primeiro projeto, denominado de “Gestão da Água para uma Agricultura Resiliente e Sustentável e em Resposta à covid-19”, terá a duração de dois anos, até dezembro de 2022, envolvendo um investimento da FAO, que também o executa, de 455 mil dólares (375 mil euros) para apoiar 80 famílias, num total de 344 pessoas.

O segundo projeto alvo de acordo a assinar hoje, e que também será financiado e executado pela FAO, abrange o apoio ao domínio das realizações no desenvolvimento da utilização segura das águas residuais na agricultura e na silvicultura e terá a duração prevista de um ano, até janeiro de 2022, está orçamentado em 163 mil dólares (135 mil euros) e prevê alcançar 40 famílias nas ilhas de São Vicente e de Santiago, num total de 160 pessoas.

Trata-se da extensão de outro projeto implementado através da construção e estabelecimento de dois locais para o tratamento e utilização segura de águas residuais, sendo um no Tarrafal (Santiago) e outro no Mindelo (São Vicente), pelo que o novo projeto “visa operacionalizar o trabalho desenvolvido anteriormente”, explica a FAO.

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