UNI Mindelo ambiciona construir primeiro satélite amador em Cabo Verde

10/02/2021 14:52 - Modificado em 10/02/2021 14:52
Albertino Graça, Reitor da Universidade do Mindelo

O projeto orçado em cerca de 70 mil contos, foi dado a conhecer hoje pelo Reitor da Universidade do Mindelo, no âmbito da assinatura de um protocolo de cooperação com a Agencia Reguladora Multissectorial da Economia, ARME, para ajudar a facilitar o acesso ao espectro radioelétrico.

Albertino Graça diz que a assinatura deste protocolo nesta altura é de extrema importância tendo em conta o projeto internacional, que é a construção do satélite, que depende, em certa medida, da ARME. “O seu arranque efetivo depende da ARME e este protocolo pode vir a facilitar neste parte e conseguirmos o apoio que precisamos”, admite Graça

“Estamos da falar de um satélite amador que vai ser construído em colaboração com engenheiros do Gana. Neste momento estamos à procura de conseguir financiamento junto da Cooperação Finlandesa”, explica o reitor da Uni Mindelo, acrescentando que em princípio a instituição de ensino tem “tudo mais ou menos montado. Estamos a preparar os recursos humanos, temos um curso de engenharia informática para engenheiros formados em Robótica, automação, energias renováveis” elenca este responsável.

Este satélite, reconhece Albertino Graça, vai ser mais um instrumento de controlo de alterações climáticas e a universidade tem em construção a Academia de engenheira na zona de K4. “Já construímos uma nave e vamos construir outra que vai servir de apoio a este satélite”, aponta para este projeto muito grande e ambicioso, admitindo que apenas a Universidade não vai conseguir desenvolve-lo.

E é aqui que entra a ARME e, segundo o seu presidente Isaías Barreto da Rosa, este é um projeto bastante interessante, inovador e disruptivo na área de criação de satélites amador e que para efeito, necessitará de espectro radioelétrico em Cabo Verde.

“Como se sabe a ARME é a entidade responsável pela gestão, monotorização e controlo de autorização de espectro, e como entidade daremos todo o apoio necessário dentro daquilo que são os parâmetros estipulados pelo quadro normativo legal vigente e manifestamos aqui a nossa disponibilidade a colaborar”, destaca este responsável .

Este protocolo serve também para realização de atividades em conjunto, relacionadas com a área de intervenção da Arme e das áreas de interesse da Universidade do Mindelo, que além de ensino faz investigação.

“A ARME assina protocolos de cooperação com a Universidade do Mindelo, porque formam quadros, recursos humanos, técnicos capacitados e precisamos destes técnicos para as várias áreas que regulamos, como as telecomunicações, tecnologias de informação, energia, água, saneamento entre outros”, realça Isaías Barreto da Rosa.

Elvis Carvalho

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