Tragédia nos Himalaias foi provocada por neve e não rutura de glaciar

9/02/2021 13:44 - Modificado em 9/02/2021 13:44

Geólogos indianos identificara hoje uma grande massa de neve derretida, e não a rutura de um glacial, como a causa da avalancha que provocou pelo menos 31 mortos e deixou 170 pessoas desaparecidas na Índia.

© REUTERS/Stringer

“As imagens de satélite indicam que a avalancha foi provocada pela queda de um depósito de neve fresca e não pela rutura de um grande glaciar”, disse Santosh Kumar Rai, responsável da divisão de Glaciologia do Instituto Wadia de Geologia dos Himalaias, no estado indiano de Uttarakhand, onde ocorreu a tragédia, citado pela Efe.

De acordo com essa teoria, os bancos de neve nas cordilheiras começaram a derreter durante o dia, causando a avalancha que arrastou pedras e escombros.

A nova teoria surge 48 horas após a catástrofe natural que ocorreu no domingo no distrito de Chamoli de Uttarakhand após a análise das imagens do pico Nanda Devi, uma das montanhas mais altas do Himalaya indiano, onde ocorreu o desastre.

O que ainda não está claro é se o deslizamento induziu a uma avalanche de neve e detritos ou se a queda da neve resultou no deslizamento, disse por seu lado Mohammad Farooq Azam, que estuda geleiras no Instituto Indiano de Tecnologia em Indore, citado pela Associated Press.

Os especialistas afirmam que o desastre colocou à vista a fragilidade das montanhas dos Himalaias, onde milhões de vidas estão a ser alteradas pelas mudanças climáticas.

A maioria dos desaparecidos eram trabalhadores em duas centrais de energia em Tapovan, e 34 dos quais ainda estavam hoje presos em um túnel em forma de U de 2,7 quilómetros, agora cheio de lama e escombros carregados pela inundação devastadora de 20 metros de altura.

Doze pessoas foram resgatadas numa extremidade do túnel no domingo, mas as outras 34 ainda estavam presas na outra extremidade, disse à agência de notícias AFP o polícia Banudutt Nair, responsável pela operação de resgate.

Centenas de trabalhadores lutaram para limpar o túnel durante a noite, de segunda-feira e hoje de manhã, conseguindo limpar 120 metros de túnel. As equipas de resgate “estão a preparar-se para entrar no túnel assim que qualquer movimento dentro dele for praticável”, referiu numa mensagem publicado no Twitter o governo local.

Por Lusa

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