Autoridades do Senegal desmantelaram célula de apoio ligada à Al-Qaida

8/02/2021 21:57 - Modificado em 8/02/2021 21:57

As autoridades senegalesas desmantelaram, no final de janeiro, uma célula de apoio ao grupo ‘jihadista’ do pregador maliano Amadou Koufa, filiado na Al-Qaida, segundo noticiou hoje a imprensa do país.

Quatro homens foram detidos pelas forças de segurança do Senegal entre 20 e 23 de janeiro, na pequena cidade fronteiriça de Kidira (leste), na rota Dakar-Bamako, informou o diário senegalês Libération.

Um lojista, que tem estado sob vigilância nos últimos dois anos, cujo número de telefone foi listado num grupo da plataforma Whatsapp ligado à Katiba Macina, de Amadou Koufa, está incluído no grupo de detidos, disse o jornal.

Esta unidade de combatentes, que surgiu no Mali central em 2015, é um dos principais componentes Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM na sigla em francês), a maior aliança ‘jihadista’ afiliada na Al-Qaida no Sahel.

Imagens de propaganda ‘jihadista’ foram encontradas em telefones apreendidos na casa do lojista, que também teria albergado um dos tesoureiros da Katiba Macina, em 2020, de acordo com a mesma fonte.

O lojista, que nega qualquer ligação com o grupo de Koufa, é suspeito de ter sido recrutado para ajudar os candidatos senegaleses a juntarem-se ao grupo ‘jihadista’, que também está ativo no Burkina Faso.

Outro residente de Kidira, também lojista, terá estado envolvido na atividade, que nega, com a ajuda de dois cúmplices, também presos.

Os quatro homens foram presentes ao procurador de Dakar, que abriu uma investigação judicial por “associação criminosa”, ligações ao terrorismo e “atos de apoio ao terrorismo”, e os detidos deviam ser ouvidos hoje por um juiz de instrução.

A polícia senegalesa, o Ministério Público e o Ministério da Justiça não responderam até agora às perguntas colocadas pela agência de notícias France-Presse sobre o caso.

Embora o país tenha sido, até agora, poupado a ataques terroristas, um relatório publicado em 03 de fevereiro pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas sublinha que “elementos do GSIM, apoiados por influentes radicais islâmicos, estabeleceram-se no Senegal”, especialmente no eixo Bamako-Dakar e no leste.

O chefe dos serviços secretos estrangeiros franceses, Bernard Emié, por seu lado, avisou, no início de fevereiro, que a Al-Qaida no Sahel procurava expandir-se para o Golfo da Guiné, particularmente para a Costa do Marfim e o Benim.

Por Lusa

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