Iniciativa quer criar espaço didático no bairro de “Iraque” em São Vicente para acolher crianças

7/02/2021 23:29 - Modificado em 7/02/2021 23:29
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A zona do Iraque fica numa das entradas da zona da Ribeira de Julião, na ilha de São Vicente, e é um dos bairros periféricos da ilha, tem neste momento, segundo os moradores, cerca de 42 crianças até os 15 anos de idade que residem na localidade.

Por ser um bairro informal, em 2015, trouxemos um pouco sobre este local, que nasceu na clandestinidade e tem crescido ao longo dos anos. Mas a situação, não mudou muito.  A sobrevivência continua a ser o lema da zona, onde parte das pessoas, a minoria vive da apanha de comida e outras coisas da lixeira de Ribeira de Julião.

Outras, trabalham na cidade e regressam no final do dia para o convívio familiar. Uma das várias necessidades que passam por aqui, falta de electricidade, saneamento básico e de oportunidades de trabalho, a falta de um espaço para as crianças e adolescentes que vivem no local para que os pais possam trabalhar, chamou a atenção a ativista social Fátima Alves, que quer criar este projecto “Um Brasinha” para proporcionar às crianças do local a uma oportunidade de participarem em praticarem a sua cidadania.

 “E também apoiar as mães que durante o dia estão nas suas actividades fora. As crianças precisam de um espaço para se sentirem seguras e que estão acolhidas. Este é o objetivo, que é também desenvolver um conjunto de actividades didácticas e lúdicas no espaço”, explica Fátima Alves que apela a colaboração da sociedade e de todos aqueles que queiram participar no projecto. “É um espaço aberto para quem quiser participar”, rematou.

Com o objectivo de inaugurar o espaço “Um brasinha”, já em junho, neste momento, Fátima Alves e companhia estão a mobilizar apoios, para a construção de um espaço improvisado. “É um bairro informal e para a construção deste local, pedimos a quem quiser participar que seja, com a doação de materiais para a construção em si, bem como louças, para as casas de banho, material didáctico, livros, mesas, cadeiras e tudo que contribui para criação de espaço pedagógico” pede a ativista que apesar de dirigir uma associação, avançou com este projecto a título pessoal.

As mulheres do bairro, que fazem parte de uma associação de moradores apontam as vantagens da construção do espaço e relembram que no “Iraque”, muitas são as dificuldades enumeradas na localidade e a falta de uma sentina é uma delas, porque o local onde vão buscar água é muito longe.

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