Amesterdão quer mudar o infame Red Light District para longe dos turistas

5/02/2021 15:14 - Modificado em 5/02/2021 15:14

A profissão mais velha do mundo vai ter novas regras na capital holandesa.

© Getty Images

Aautarca da capital holandesa de Amesterdão, Femke Halsema, fez uma proposta, que foi aprovada, para mudar a localização das infames janelas com trabalhadoras da indústria do sexo – conhecido como Red Light District – para os arredores da cidade, de forma a ajudar as mulheres a evitarem ser ridicularizadas pelos turistas.

Segundo o The Guardian, as janelas serão fechadas e será criado um “centro erótico” numa área ainda por determinar. O conselho municipal de Amesterdão votou, a semana passada, para realocar a zona depois de Femke Halsema ter explicado que no ano passado as trabalhadoras enfrentavam, por várias vezes, abusos, insultos e troça por parte dos ‘olheiros’ e turistas.

Para outros políticos também se trata de uma forma de limpar a imagem da cidade para o mundo. “Temos de intervir de forma firme. Trata-se de fazer reset a Amesterdão como cidade turística”, disse Dennis Boutkan, do partido trabalhista holandês.

Mas algumas trabalhadoras do sexo não ficaram particularmente felizes com a notícia, pois isso poderá, na sua opinião, levar a menos negócio. “Realocar esses postos de trabalho não é uma opção porque depois os clientes não vão saber onde encontrar trabalhadores do sexo”, disse uma das trabalhadoras do Red Light District a um jornal local.

Um estudo recente, onde participaram 170 profissionais do sexo, demonstrou que 90% queriam continuar na zona turística da cidade.

A cidade tem vindo a tentar ‘limpar’ a sua imagem e desencorajar o turismo de droga e de sexo. Há também uma proposta em discussão que pretende impedir turistas de comprarem cannabis nas famosas ‘coffee shops’, mas o risco de que o venda passe para os traficantes de rua tem feito diminuir os apoiantes da ideia.

Por Sara Gouveia em Notícias ao Minuto

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