Covid-19. Taxa de letalidade em África “preocupante” passou média mundial

4/02/2021 14:47 - Modificado em 4/02/2021 14:47

O diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC) disse hoje que a taxa de letalidade do continente “está a tornar-se muito preocupante”, já ultrapassando a taxa registada a nível mundial.

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Em declarações aos jornalistas esta manhã, John Nkengasong disse que a taxa de letalidade do continente está nos 2,6%, ao passo que a taxa registada a nível mundial está nos 2,2%.

De acordo com a AP, há 20 países africanos, incluindo a África do Sul, Sudão e República Democrática do Congo têm taxas maiores que a média global, devido ao aparecimento de uma segunda vaga que está a ser mais mortífera que a vaga inicial de infeções no ano passado.

O número de mortes confirmadas devido à pandemia está a aproximar-se perto dos 100 mil, com mais de 3,6 milhões de casos no total.

Repetindo uma mensagem frequentemente salientada, Nkengasong disse que “seria uma tragédia se estas mortes começassem a ser normalizadas”.

Sobre as vacinas, o diretor do África CDC diz que já houve 16 países que fizeram pedidos para um total de 114 milhões de doses, das 670 milhões que a União Africana diz ter garantido de várias fontes.

“Esperamos que dentro de duas ou três semanas esses países já tenham as vacinas”, concluiu o responsável, sem os nomear.

África registou nas últimas 24 horas mais 703 mortes por covid-19 para um total de 93.071 óbitos, e 14.644 novos casos de infeção, segundo os mais recentes dados oficiais da pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é de 3.609.519 e o de recuperados nas últimas 24 horas é de 39.879, para um total de 3.114.033 desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.253.813 mortos resultantes de mais de 103,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Por Lusa

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